Aprenda sobre a Bíblia

Auxílio inesperado

Por Diego Nascimento*

O início do século 20 trouxe várias inovações tecnológicas para a humanidade e muitas delas estão dentro de sua casa. O automóvel faz parte dessa lista e Henry Ford foi um dos precursores nessa era. A persistência desse homem permitiu que em certo estado norte-americano um jovem pai de família comprasse seu primeiro carro. A tão aclamada novidade foi motivo de festa entre os parentes que, dias depois, agendaram uma viagem inaugural. É aqui que a aventura começa.

Imagino que todos acordaram cedo e muito ansiosos para passear na incrível máquina. O motorista assumiu o comando do veículo e saiu acelerando para a alegria dos passageiros. Mas o tão esperado passeio foi interrompido por uma aparente falha no motor. Que decepção! Ficar parado no meio de uma estrada, sem a possibilidade de pedir ajuda ou mesmo pensar em alguma alternativa rápida. De repente um outro veículo se aproxima e o gentil condutor estaciona, desce e caminha em direção ao frustrado dono do carro quebrado. Em um rápido diálogo o desconhecido foi informado do ocorrido e se ofereceu para avaliar o motor. Girou alguns parafusos ali, apertou alguns cabos aqui e pronto: o carro voltou a funcionar. O sentimento de desespero foi substituído pela alegria. Antes de ir embora o mecânico desconhecido disse que o conserto era um presente. Quase explodindo de felicidade o contemplado disse: “ – Diga seu nome para que eu possa agradecê-lo. ” A resposta do até então desconhecido foi surpreendente: “ – Sou Henry Ford. Aproveite a sua viagem. ”

Incrível, não é? Quem imaginaria que o próprio inventor e industrial passaria pela estrada naquele exato momento e ofereceria a solução? Eventos assim também acontecem em nossa vida e são originários da misericórdia de Deus. O livro de Isaías, capítulo 30, verso 18 diz: “Contudo, o Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; Ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o Senhor é Deus de justiça. Como são felizes todos os que Nele esperam! ” Quantas vezes ficamos desesperados, sem rumo, e não lembramos que somos servos Daquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre?

Em Salmos 34:4 vemos como o Senhor dos Exércitos nos ouve e está pronto a agir: “Busquei o Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. ” Na aclamada era da informação somos pressionados pela instantaneidade e, com isso, desespero e ansiedade tentam fazer companhia não importa quando, onde e como. Que tal descansarmos em Cristo e deixar que Ele conduza cada passo, sonho e desafio? Tenho plena certeza que os versos iniciais do Salmo 40 serão uma constante em sua história: “Depositei toda a minha esperança no Senhor; Ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

A saga de Mary Jones

Por Diego Nascimento*

Para muitas pessoas ter uma Bíblia para uso dentro e fora da Igreja parece algo simples, mas essa é uma realidade distante para alguns povos ao redor mundo. É nesse cenário que as Sociedades Bíblicas têm exercido um importante papel na distribuição das Sagradas Escrituras para crianças, jovens e adultos.

Em 1784 nascia a jovem Mary Jones. Filha de pais calvinistas-metodistas aquela criança fez sua pública profissão de fé aos oito anos de idade, cumprindo um dos mandamentos de Cristo registrado em Mateus, capítulo 19, verso 14: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois, o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”. A história conta que Mary vivia em imensa pobreza e que auxiliava a família no cultivo da terra e em tempos de colheita. Após a chegada de um professor à vila onde morava, a menina surpreendeu os colegas e aprendeu a ler e a escrever em tempo recorde. Eram dias árduos, mas mesmo assim Mary enxergou oportunidades ao invés de criar dificuldades. Para praticar a leitura e a escrita escolheu ter uma Bíblia e dedicou seis anos de sua vida para juntar as moedas e viajar 42Km para fazer a aquisição do tão sonhado livro. Ao chegar em seu destino final Mary, então com 15 anos, encontrou o Rev. Thomas Charles que deu uma triste notícia: os dois exemplares disponíveis já estavam vendidos. Depois de ouvir a saga da garota que tinha como única missão retornar para casa com a Palavra nas mãos, o Rev. Charles cedeu uma das Bíblias vendidas recentemente, explicando que o cliente entenderia a causa.

O que pouca gente sabe é que a história não para por aqui. Thomas Charles ficou tão incomodado com as dificuldades de Mary em adquirir uma publicação que resolveu testemunhar sobre a garotinha e, com a ajuda de amigos, iniciou a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (The British and Foreign Bible Society) em 1804. Esse movimento foi um dos precursores para a abertura de Sociedades Bíblicas em outros países. O esforço e o sacrifício de uma menina foram capazes de mudar a vida de muitas pessoas nas gerações seguintes. E nós, o que temos feito? A sede pelo conhecimento de Deus é comum na vida do cristão e o estudo da Palavra faz parte da jornada. Mateus 4:4 diz: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Certamente Mary Jones já desfrutava da graça de ter o coração repousado nas mãos do Senhor: “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” – Salmos 119:105. Tanto que superou aparentes obstáculos em prol de uma causa maior.

Confesso que tenho o hábito de presentear pessoas com a Bíblia Sagrada, pois considero um presente para toda a eternidade. De Gênesis à Apocalipse encontramos orientações do Nosso Senhor para uma vida de santidade, capaz de assessorar pequenas e grandes tomadas de decisão: “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.” – Salmos 119:11 

Mary Jones cresceu, se casou, constituiu família e faleceu em 1864. Ao que tudo indica seus restos mortais estão sepultados na Bryn-Crug Calvinistic Methodist Chapel (Capela Calvinista Metodista de Bryn-Crug) no interior da Inglaterra. A tão lendária Bíblia está disponível na Biblioteca da Universidade de Cambridge e uma segunda cópia na Biblioteca Nacional de Wales, visível a peregrinos conhecedores desse belo capítulo de nossa era.

A história continua e digo que você e eu precisamos replicar atitudes desse tipo. Hora de arregaçar as mangas e semear as Boas Novas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça.” 2 Timóteo 3:16.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

Papel, caneta e disposição

Por Diego Nascimento*

Desde a minha infância recebo, na semana que antecede o meu aniversário, uma carinhosa carta escrita por minha avó materna. Aos 84 anos de idade ela mantém essa prática tão rara, mas de enorme prestígio. Não há o que pague aquele momento de encontrar a tradicional cartinha na caixa de correspondências. Tenho primos espalhados por vários lugares e minha avó Josefina faz questão de realizar o envio para todos, respeitando as datas e cuidando para que cada manifestação de carinho chegue a tempo da comemoração.

A Bíblia é repleta de epístolas. O apóstolo Paulo é um dos maiores exemplos de homens de Deus que fizeram uso do envio de correspondências para praticar o evangelismo e a exortação. Era uma ferramenta muito prática, principalmente quando ele estava no cárcere amarrado a correntes e convivendo com ratos e baratas simplesmente por ter manifestado seu amor por Cristo. Em Filipenses, capítulo 1, Paulo descreve sobre a importância em fazer a diferença mesmo em meio à perseguição. No versículo 14 lemos: “E a maioria dos irmãos, motivados no Senhor pela minha prisão, estão anunciando a Palavra com maior determinação e destemor.”

Certamente a perseverança faz parte da jornada daquele que evangeliza. Você, eu, nós … precisamos adotar uma postura de aproveitar as oportunidades para propagar o Evangelho para quem está perto e para quem está longe. No momento em que a comunicação verbal não for possível, sugiro que busque alternativas para deixar um recado, uma mensagem ou mesmo um alerta. Embora eu faça uso de diferentes redes sociais e aplicativos para o envio de textos não abro mão de separar um tempo para o papel e a caneta. É possível falar de Jesus à moda antiga. No livro do profeta Isaías, capítulo 6, verso 8 encontramos: “Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” De que forma temos atendido a esse chamado?

Enquanto minha avó continua a preparar as cartas, há quem permaneça congelado em atitudes de interação com as pessoas à volta. Trocam o diálogo com filhos e amigos por horas na frente da TV ou da internet. O que dizer das Sagradas Escrituras? Encerro sugerindo a reflexão sobre a carta de Paulo aos Romanos, capítulo 1, verso 16: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê …” 

Vamos começar a escrever?

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

Agir ou assistir? Eis a questão.

Por Diego Nascimento

A Igreja em que participo desfruta de uma ampla visão missionária: são pontos de pregação, congregações e outros trabalhos de evangelismo que têm transformado vidas de crianças, jovens e adultos. Meu fascínio pela História fez com que eu iniciasse uma investigação sobre o presbiterianismo local. A mais recente descoberta tem data; é de 1917 e seu personagem é o Pastor Samuel Rhea Gammon.

Seguindo uma descrição rica em detalhes o Pastor Gammon preparou uma carta, a qual tenho acesso, contando sobre a semeadura da Palavra de Deus no que hoje conhecemos como Macaia, distrito do município de Bom Sucesso. Visivelmente feliz com a reação das pessoas alcançadas pelas Sagradas Escrituras, Samuel não sabia que onze anos mais tarde seria levado aos braços do Pai. Mas desde sua chegada à região muitos frutos surgiram de seu árduo e incansável trabalho de “proclamar o Evangelho sobre toda a criatura.” Uma das características que marcaram a trajetória de pessoas daquela época era a escassez de meios de transporte ágeis e confortáveis. Gammon, por exemplo, realizava grande parte dos trajetos a cavalo, sob sol e chuva. Admirável, não é mesmo? É a visão prática do que lemos em Mateus 28:19 “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” 

O tempo passou, ganhamos inovações tecnológicas e possibilidades infinitas de falarmos sobre Jesus para todo o mundo. Por outro lado, essa mesma era pós-moderna de tantas  facilidades é marcada por acomodação dentro das próprias igrejas quando o assunto é sair às ruas e fazer a diferença, distribuir a Palavra de Deus e “chorar com os que choram.” Enfrentar o frio para participar de uma reunião de oração? Sentir o calor do sol para dedicar algum tempo para a distribuição de folhetos? Separar algumas horas para a tão sadia prática da visitação? Por incrível que pareça essas perguntas são respondidas com um sonoro ‘Não’ por muita gente. No momento em que podemos fazer muito mais optamos pelo ‘muito menos.’ Tiago 1:22 ensina sobre o esforço do cristão: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos.” 

O convite de hoje trata do que investimos para o crescimento do Reino. Deixar para depois ou simplesmente terceirizar o evangelismo não correspondem à uma atitude de intimidade com o Senhor. O apóstolo Paulo, por meio da Carta aos Efésios capítulo 2, verso 10, nos deixa uma importante lição: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.”

E você? Prefere seguir o exemplo do Pastor Samuel Gammon e de tantos outros que ainda enfrentam um cenário de caos para fazerem a diferença ou ainda insiste em seguir a carreira de espectador enquanto o mundo clama por socorro? Ser cristão envolve atitude! 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

A mulher virtuosa e o ensino de Provérbios

Por Diego Nascimento*

Quem teve a chance de ler o livro de Provérbios encontrou, no capítulo 31, uma profunda descrição da mulher virtuosa. Em uma era onde a estética e os bens materiais lideram o pódio de interesses humanos, as qualidades individuais se tornam cada vez mais distantes dos pilares de um relacionamento.

Em breve será celebrado o Dia Internacional da Mulher. Em diferentes partes do planeta haverá homenagens por meio de discursos, presentes e muito mais. Embora eu considere essas manifestações importantes para essa data avalio que o principal ato de amor é a forma como cuidamos do público feminino. E tudo começa dentro de casa. A tendência de sempre enxergarmos as mulheres como um ser frágil pode impedir, em certos casos, de darmos valor à falas e ideias originadas dessas heroínas.

Deus criou as mulheres para serem amadas e respeitadas e aquelas que temem a Cristo são uma benção na vida de familiares e amigos. O mesmo livro de Provérbios, capítulo 12, verso 4, diz que “A mulher exemplar é coroa para seu marido. ”  Já o capítulo 14, verso 1, registra que: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua. “ A mais pura realidade. Quer um exemplo prático desses versículos? Ligue a TV e veja os noticiários.

Seja você filha, mãe, avó, bisavó, esposa, tia … (a lista é imensa) … saiba que Deus ama você e as misericórdias Dele se renovam a cada dia. Numa era em que as batalhas ideológicas ganham destaque diário entenda que a parceria, o respeito mútuo e a sensibilidade são características marcantes na mulher virtuosa.

 “A mulher bondosa conquista o respeito.” – Provérbios 11:16.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

O prazer a qualquer custo

Por Diego Nascimento*

“Vivemos na pior época de todas!”, essa foi minha afirmação durante uma palestra que ministrei para uma multinacional brasileira. Um tanto radical? Talvez. Realista? Totalmente. Se observarmos pela ótica material, nossa era está nadando no conforto e na modernidade. Se seguirmos a linha moral e ética, perceberemos que a cada dia o relacionamento humano se individualiza e se fecha para uma curtição que tem data de término.

Estamos às vésperas do feriado de Carnaval; descanso para alguns e folia para outros. Sou parte do primeiro grupo e digo sem sombra de dúvidas: jamais coloque seus valores familiares de lado para “seguir o protocolo” do prazer a qualquer custo. Certa vez conversei com uma garota que se gabava por ter ingerido litros de bebida alcoólica e  ter acordado em um local desconhecido e com pessoas que jamais havia visto na vida.Tudo isso depois de se entregar aos prazeres irresponsáveis do “ir com a turma.” Realidade triste e desnecessária.

Engana-se quem pensa que o Carnaval é uma festa genuinamente brasileira. Os tradicionais bailes de máscaras regados a comida, confete e marchinhas foram inspirados em eventos vindos da Europa. Há historiadores que defendem a tese de que o ambiente carnavalesco tenha iniciado já no Império Romano. Mas quero deixar claro que o artigo de hoje não é condenatório, e sim, reflexivo. De que forma temos cuidado de nosso corpo? A Bíblia, em I Coríntios 6:19, diz que somos “templo do Espírito Santo.”. Uma responsabilidade e tanto, não é mesmo? Em carta preparada aos Gálatas, o apóstolo Paulo registra a lista dos frutos da carne: “imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.” Gálatas 5: 19 a 21.

O fato de eu não seguir essa linha do “viva esse dia como se fosse o último” nunca me impediu de sorrir, conhecer pessoas, lugares, crescer intelectualmente e ter boas oportunidades de emprego. Meu apelo é por um estilo de vida equilibrado, sem excessos e com foco no resgate de valores humanos e bíblicos que lamentavelmente são considerados virtude em quem ainda se lança ao desafio de “nadar contra a maré.” Encerro fazendo uso dos frutos do Espírito e convicto de que o caminhar com Deus é melhor do que qualquer coisa ao nosso redor.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” Gálatas 5:22  25. 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

 

Exercitando a paciência à luz da Bíblia

Por Diego Nascimento*

Pare tudo o que está fazendo nesse instante e tente descobrir quantas vezes já perdeu a paciência. Está difícil de chegar ao resultado? Eu já imaginava. Saiba que se essa mesma pergunta for feita ao seu amigo, vizinho ou colega de trabalho, o embaralho mental na busca por uma resposta também ocorrerá. Essa falta de paciência tem sido o principal motivo para discussões, violência física, discórdias e tomadas de decisão totalmente precipitadas.

O livro de Provérbios capítulo 14, verso 29, diz que  “O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez.” De fato, esse é um grande exercício e, cá entre nós, viver numa época onde 24 horas parecem não ser suficientes para cumprir toda a agenda é um grande fardo. Tantas tarefas, compromissos e problemas fazem da irritação e do desespero companheiros diários. Meu convite hoje é curto e objetivo: vamos lutar contra essa maré de impaciência.

Com frequência converso com pessoas que dizem ter sido alvo de agressividade no ambiente de trabalho ou em relações familiares. Quando o autoritarismo não é a causa majoritária, a falta de paciência do “agressor” é um dos sintomas mais comuns. O livro de Efésios capítulo 4, verso 2, cita uma importante recomendação de Cristo: “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. “ Será que temos avaliado nossas atitudes ao ponto de reconhecermos quando “exageramos na dose? ”

Nunca se falou tanto em harmonia. Os livros de autoajuda lotam prateleiras prometendo ensinar aos leitores como equilibrar sentimentos e emoções, mas uma coisa eu digo: aprendo, diariamente, a exercitar a paciência por meio do único livro capaz de transformar gerações: a Palavra de Deus. Por mais que eu seja alvo de ataques preciso entregar minhas preocupações, ira e agitações nas mãos de Cristo. O apóstolo Paulo na carta aos Colossenses 3:12 registra um mandamento que é notável no cotidiano de quem busca a intimidade com o Senhor: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade. ” 

Passou dos limites ao conversar com alguém? Peça desculpas. Está a ponto de explodir diante de tantas preocupações? Não tente resolver tudo sozinho. Acha que o mundo não entende os seus sentimentos? Reavalie suas decisões e fale com Deus: ELE está pronto a ouvir o seu desabafo e a orientar a sua vida por meio das Sagradas Escrituras.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).