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Ano novo, vida nova!

Por Rev. Célio Teixeira Júnior*

É comum no início de um novo ano fazermos planos de uma nova vida. E é bom que seja assim. Pois, mesmo sabendo que o que muda são as datas simplesmente, há uma espécie de magia no ar que nos inspira a experimentar coisa nova. Ano novo traz a sensação de renovação, de oportunidade e de recomeço. É como se, de repente, alguém nos desse uma folha em branco com linhas suficientes para reescrevermos a nossa história. Apagando também da memória o que não produz esperança e o que só gera ressentimentos.

            Talvez seja importante dizer que a chegada de um ano novo é inevitável. O tempo não para, é implacável. As horas passam, os números crescem e nunca diminuem. A vida nova, no entanto, depende de atitudes. Atitudes estas que brotam da alma, que nascem no coração e que se desembocam em gestos concretos. Tristemente constatamos que é possível ter um ano novo e permanecer numa vida velha. Por isso o tema não é apenas um “chavão”, mas uma decisão: Ano Novo, Vida Nova!

            É preciso entender, em primeiro lugar, que não há vida verdadeiramente nova sem uma experiência de uma transformação radical fruto de um encontro real com aquele que nos pode fazer nascer de novo. Novo nascimento, neste caso, não é voltar ao ventre materno ou nascer uma segunda vez aqui na terra, mas é encontrar-se com Jesus em arrependimento e fé: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Só Jesus pode realmente transformar, em tudo, o nosso viver. Com Ele a experiência do novo é constante, permanente e eterna.

            A decisão de uma vida nova também precisa envolver os nossos relacionamentos interpessoais. É muito fácil, mas lamentável, entrarmos em um ano novo trazendo lembranças de uma vida velha que ficou para trás. Pior ainda se levarmos para o novo ano, a reboque, mágoas e dissabores. Eu sei que perdoar pode parecer antinatural e desafiar todos os nossos instintos primevos, mas é a única maneira, dentro de nossa convivência com o outro, de nos encontrarmos com o novo. Quem não perdoa, envelhece mais do que devia. Quem guarda rancores não tem chance alguma de experimentar vida nova. O ano pode ser novo, mas a vida permanecerá desgraçadamente velha.

            Além do que foi exposto acima, a decisão de uma vida nova precisa ter também implicações sociais. E aqui, além da decisão, cabe a esperança. Como povo brasileiro, esperamos dias melhores, dias verdadeiramente novos para a nossa Nação. Uma vida nova para o Brasil se faz necessária e que o ano novo sirva, mais do que de inspiração, sirva de oportunidade e compromisso. Que o país não mostre simplesmente a sua cara, como sugere a música; mas que ele a mude totalmente. A vida nova que esperamos e decidimos ter é, neste caso, de justiça social que corra como um rio de águas claras e não da lama literal ou figurada que polui, destrói, mancha as leis e mingua os recursos.

            Ano Novo, vida nova! Tudo depende também de nossas pequenas atitudes. O novo não é necessariamente o extraordinário, o mirabolante, o extravagante, o espetacular ou o espalhafatoso. O novo pode ser um gesto simples de estender a mão ao aflito, de dar um copo de água ao sedento ou de abraçar quem se sente sozinho. O Novo Ano pode nos oferecer a chance de sermos novos também de espírito: com um olhar novo voltado para Deus, com um sorriso novo voltado para o próximo e com uma alma nova cheia de paz. O Ano Novo, neste sentido, tem o “poder” de nos encorajar a sermos tudo isso e muito mais.

            Para terminar, peço a Deus proteção. Que neste Novo Ano que se inicia Ele nos abençoe da cabeça aos pés. Que Ele nos livre do mal e nos ajude a andar em novidade de vida. Que Ele nos sustente debaixo da sua graça e que faça próspera a nossa alma. Que Ele nos encha de esperança e coloque em nossos lábios um hino de gratidão, louvor e adoração. Feliz 2018! Ano Novo, vida nova!

  • Célio Teixeira Júnior é pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)
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O calendário da vida

Por Diego Nascimento*

Um dos ícones do século 20 é a tradicional ‘folhinha’ que anualmente continuam a ser distribuídas aos clientes em vendas, armazéns, supermercados e até farmácias. Mesmo com a expansão da tecnologia, que permitiu a visualização do calendário em relógios de pulso, celulares e computadores, a prática da distribuição perdura ainda depois dos anos 2000. Quem não tem ou já teve um calendário da mercearia do bairro colado na geladeira ou na porta do quarto?

Pesquisadores afirmam que os primeiros instrumentos de medição de dias e meses surgiram na antiga Mesopotâmia tendo babilônios e sumérios como os usuários iniciais. Uma recente reportagem publicada pela Revista Nova Escola atesta que a contagem de 12 meses (365 dias) como temos hoje, foi instituída em 1582 pelo papa Gregório XIII (1502 – 1585) e se tornou um padrão em quase todo o planeta (alguns países, a exemplo da China, utilizam calendários milenares em suas celebrações).

Nesse contexto convido você a avaliar sua vida e perguntar para si mesmo: as 52 semanas dadas por Deus ao longo de 2017 foram bem aproveitadas? Quantas ações de evangelismo foram realizadas durante os meses? Quantas vezes as misericórdias renovadas a cada manhã foram agradecidas? Garanto que, enquanto lê essas perguntas, você tentou até iniciar uma contagem, não é mesmo? No livro de Salmos, capítulo 90, verso 12, encontramos o seguinte versículo: ‘Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.’ Mais do que marcar o correr da semana com um X no calendário, precisamos voltar nossos olhos ao Senhor. O imediatismo vivido na atualidade nos faz achar que 24 horas são insuficientes e, lamentavelmente, muitos empurram momentos preciosos de devocional e oração para o fim da lista de prioridades.

Colocar nossos sonhos e projetos diante de Deus é um ato de intimidade e o tempo é um recurso valioso nesse contexto. No livro de Mateus, capítulo 24, verso 35, Jesus diz que ‘Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.’ Será que optamos por preencher nosso “Calendário da Vida” com situações abstratas ou seguimos a direção contrária do mundo e permitimos que ELE nos tome pela mão? Em Provérbios 16:3 temos uma recomendação direta: Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.’ 

Faço votos de um abençoado 2018, mas lembre de buscar o reino de Deus em primeiro lugar. Entenda que o tempo DELE é supremo, soberano e misericordioso. Que daqui a 365 dias suas respostas às perguntas que fiz no início do texto sejam ainda melhores na perspectiva de Cristo Jesus.

  • Diego Nascimento é presbítero da Primeira Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

Fábrica de bondade

Por Diego Nascimento*

Já percebeu o quanto o sentimento entre as pessoas muda durante o Natal? Sorrisos e abraços, mesmo com total ausência de sinceridade, se tornam uma regra no trabalho, em casa, nas ruas e até dentro de Igrejas. Agora vem a pergunta: de onde surge essa bolha sentimental tão pulsante no mês de dezembro e que desaparece logo após a Ceia?

No livro de Isaías, capítulo 9, versículo 6, encontramos o seguinte: ‘Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.**’  Na lista de características encontramos a palavra “Paz”. Avalio que seja essa a “deixa” para a bondade que muitos tentam exercer mas que, lamentavelmente, não praticam ao longo dos demais 364 dias do ano. Optam por um estilo de vida ranzinza, autoritário e repleto de discórdia. Mas o mesmo Deus que te observa no Natal é o mesmo que mantém os olhos atentos ao seu cotidiano no mais secreto.

No livro de I Samuel 16:7 encontramos o seguinte alerta: ‘O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração’. Nosso relacionamento com Deus é, sem sombra de dúvidas, o fator determinante para um estilo de viver diferente, iluminado, de bons frutos, pautado na verdade na família e fora dela. Andar com ELE nos chama a atenção para uma simpatia sincera com os que estão ao seu redor: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Mateus 22:39

Que saibamos exercitar a intimidade com Cristo de forma a impactar positivamente as pessoas. Mesmo calados precisamos resplandecer as Boas Novas de Jesus. Jamais se apoie nessa Fábrica de bondade tão publicizada pelo comércio mundial e faça do seu coração um celeiro de ações e reações baseadas única e exclusivamente na Palavra do Senhor.

‘Quem ama a sinceridade de coração e se expressa com elegância será amigo do rei.’ Provérbios 22:11

Um Feliz Natal!
*Diego Nascimento é presbítero da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

** Todos os versículos citados foram retiradas da Bíblia Sagrada – Nova Versão Internacional.

 

Coisa só pra domingo!

Por Diego Nascimento

Certa vez o executivo de uma multinacional disse que “gostaria de expandir a distribuição dos seus produtos nos locais em que os cristãos ainda não tivessem chegado.” Essa afirmação mostra a sagacidade comercial de algumas empresas em busca do lucro. Explicitamente o marqueteiro quis mostrar que o portfólio da multinacional tinha intenções de alcançar qualquer lugarejo desse mundo a exemplo do nome de Cristo, divulgado pelos seus seguidores.

Com a proximidade do Natal percebemos o quanto a sociedade é vulnerável a encantos promocionais e, na maioria das vezes, faz uma dívida desnecessária apenas para preencher uma necessidade de compra que acaba em questão de horas ou dias. Luzes para todos os lados, vídeos emocionantes na TV e internet e aquele clima de aparente bondade têm tirado de cena Jesus, o Salvador. Mas de quem é a culpa desse acontecimento? Nossa! Continue comigo nessa leitura que explicarei as razões.

A Igreja está acomodada em sua missão. Vou além da estrutura de portas e janelas que conhecemos como Templo, mas falo sobre a nossa vida. Somos a Igreja e a maneira como agimos pode nos aproximar ou afastar gradativamente da vontade DELE. Deixamos o material tomar conta quando, na verdade, estamos sedentos do amor que só Cristo pode oferecer. Nossa era se especializou em fabricar sorrisos artificiais que acabam depois de um compromisso com amigos onde o testemunho é “coisa só pra domingo.” Estou certo de que você entende o que estou falando.

Mesmo em alto mar, desprovidos de qualquer temática natalina (figuras, enfeites, canções…), somos capazes de render louvores ao nosso Deus. Tudo depende da direção  para a qual o nosso coração está voltado. Temos todo o conforto para participarmos de atividades ligadas ao crescimento espiritual e, mesmo assim, ainda há quem esteja debruçado nos prazeres da carne permitindo que o bom velhinho Papai Noel assuma o lugar de Cristo, o Senhor.

Que estejamos atentos sobre o verdadeiro sentido do Natal, espalhando para os quatro cantos do mundo que ELE vive! E nas palavras do profeta Isaías encontramos os adjetivos que configuram o Salvador: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6.

  • Diego Nascimento é presbítero da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

 

 

A arte de desfazer

Por Rev. Célio Teixeira Júnior*

O dicionário define arte como sendo, dentre outras coisas, a “capacidade que tem o ser humano de pôr em prática uma ideia, valendo-se da faculdade de dominar a matéria”. O conceitode arte, frequentemente, é positivo e não negativo. Arte é uma atividade que supõe criação. Ao falar, então, como é a proposta aqui, da arte de desfazer, pode parecer um contrassenso e umaenorme contradição. Mas não é e eu explico o porquê.

A arte de desfazer envolve, de uma forma ou de outra, sensações profundas e pode estar carregada de sentimentos conflitantes que revelam até mesmo um estado de espírito estético, baseado em uma vivência pessoal que leva à uma questão perturbadora: Quero continuar mantendo o que pretendo desfazer ou desfaço do que em outro tempo já me foi bom e útil e de grande serventia?

Ao analisar esta questão, então, penso que, de fato, trata-se de uma arte e não simplesmente de um gesto impensado, displicente ou aleatório. Eu digo isso porque, às vezes, é preciso se desfazer, sim, de objetos e coisas que nos prendem ao passado, que são parte de uma história que não volta mais, e que mantê-los como estão, adoecem o coração, paralisam a ação e nos torna fechados, enclausurados em mundo irreal, ilusório, fantasioso e prejudicial. Quem nunca se desfaz de nada corre o risco de se mergulhar na síndrome dos que são chamados de acumuladores.

Talvez seja importante não desfazer somente do que nos é útil no presente e nos será no amanhã. Mesmo que seja um quadro na parede, uma fotografia no porta-retratos, ainda que nos prendam no passado, podem ser também um exercício de boa memória, de uma santa nostalgia que faz bem para alma e para o coração. Objetos que podem ser também uma boa peça de decoração e com um ajuste ou outro, sem cair de moda, podem, esteticamente, cair bem em qualquer parede ou em qualquer ambiente.

O que você e eu não podemos fazer é guardar o que nunca será usado, o que só serve para adoecer, para tomar o lugar do novo, para encher gavetas, sobrecarregar armários e acumular nas prateleiras. É preciso deixar para trás o que não serve mais e o que caiu no desuso. E aqui é importante lembrarmos de que a nossa vida ao lado de Cristo deve ser assim: “As coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Isso não significa que vamos nos desfazer de tudo, mas, sim, de tudo o que não convém levar para quem segue na vida os passos de Jesus.

Os filhos de Deus precisam aprender, à luz das Escrituras Sagradas, a praticar a arte de desfazer. Jovens crentes que se unem pelos laços do matrimônio precisam se desfazer da vida de solteiros, da influência controladora dos seus pais e precisam aprender a construir uma vida a dois, formando assim um novo lar (Gn 2.24). Homens e mulheres, filhos de Deus, precisam se desfazer de gestos, palavras, comportamentos e até de ornamentos que não lhes são de bom testemunho como cristãos. Precisamos nos desfazer da “roupa suja” que faz parte de nossa velha natureza e que não convém a santos (Ef 4.22-24; Cl 3.5-11).

O que define a nossa prática na arte do desfazer não são os valores do mundo e a mentalidade da época. A Bíblia, que é a Palavra de Deus, é a nossa única regra de fé e de prática. É sob autoridade dela que devemos fazer as nossas escolhas e devemos manter o que é justo e bom ou jogar fora o que já não nos convém mais como servos do Senhor Jesus. Além disso, é importante também ressaltarmos que, dentre estas realidades, algumas são neutras ou adiáforas (indiferentes) em si. A arte de se desfazer delas, eu diria, precisa passar pelo crivo da
utilidade, se elas são boas ou não para edificação e se contribuem para o nosso bem-estar e daqueles que estão ao nosso redor.

Por fim, é importante ressaltar que tudo que precisa ser desfeito ou mantido tem que se encaixar, por assim dizer, na moldura da glória de Deus e da gratidão (1Co 10.31; Cl 3.17,23).

  • Rev. Célio Teixeira Júnior é pastor da Igreja Presbiteriana de Jaú (SP).

500 anos da Reforma Protestante (Parte II)

Por Diego Nascimento*

Continuação…

O teólogo francês João Calvino foi outro personagem desse cenário de revolução. Fortemente influenciado pelo movimento iniciado por Lutero, Calvino, ainda na mocidade, demonstrou em diversas situações suas habilidades na escrita e na fala. Em 1534 lançou o livro “A Vigília da Alma”, uma obra que abriu portas para uma série de publicações voltadas ao tema religioso. João Calvino faleceu em Genebra em 1564 e deixou um legado que resultou em mudanças a curto e médio prazo.

Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, alguns grupos religiosos iniciaram suas atividades, a exemplo das Igrejas Luterana, Reformada e Presbiteriana. Anos mais tarde surgiram outras denominações como Metodista e Batista.

Igreja Presbiteriana

No Brasil, a Igreja Presbiteriana (base Calvinista) teve início com a chegada do missionário Ashbel Green Simonton ao Rio de Janeiro em agosto de 1859. Anos mais tarde, em decorrência de um surto de febre amarela na região de Campinas (SP), a Missão Sul-Brasileira decidiu transferir a então Escola Americana, hoje, Instituto Presbiteriano Gammon para terras lavrenses.

Os registros mostram que a partir de 1897 reuniões de estudos bíblicos, ministradas pelo Reverendo Samuel Rhea Gammon e missionários, ocorriam de forma sistemática, em Lavras. Em 14 de outubro de 1911 foi organizada, eclesiasticamente, a Primeira Igreja Presbiteriana da cidade, dando origem aos trabalhos que resultaram em outras Igrejas no município e região, formando o Presbitério Alto Rio Grande (PARG).

 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

500 anos da Reforma Protestante (Parte 1)

Por Diego Nascimento*

Reforma Protestante é o título dado ao movimento iniciado por Martinho Lutero, um monge agostiniano que em 31 de outubro de 1517 afixou 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, Alemanha, questionando o abuso do então governo da Igreja por meio de uma interpretação tendenciosa das Sagradas Escrituras. Segundo a tradição o estopim para tal ato de Lutero foi a venda de indulgências a fiéis. Iniciada no século XIII a prática visava a concessão do perdão dos pecados por meio de pagamento em dinheiro.

Lutero propôs, ainda, após anos de estudos bíblicos, que a salvação não poderia ser alcançada pelas boas obras ou por quaisquer méritos humanos, mas somente pela fé em Cristo Jesus, único Salvador, graça direta de Deus. O monge foi influenciado pelo trabalho de pré-reformadores a exemplo de John Wycliffe (1328 – 1384), John Huss (1373 – 1415), Jerônimo Savanarola (1452 – 1498) e William Tyndale (1484-1536).

Depois de intensas intervenções vindas de Roma, Martinho Lutero foi excomungado pelo Papa Leão X em 1521. O ano seguinte foi marcado por um sequestro e consequente exílio no Castelo de Wartburg. Nesse tempo, Lutero concentrou esforços na tradução da Bíblia Sagrada para o alemão. Em 1522 o ex-monge regressou a Wittenberg para uma série de pregações e reuniões com diversas pessoas que já compartilhavam de seus escritos.

Uma das principais argumentações que foi defendida por Lutero era a busca de um novo entendimento sobre a relação entre Deus e os homens. Nessa perspectiva surgiu a divulgação dos “Cinco Solas”:

– Sola Scriptura (Somente a Escritura): para os reformadores, apenas a Bíblia possui instruções e regras de fé e prática, o que também foi evidenciado pela Confissão de Fé de Westminster;

– Solo Christus (Somente Cristo): apenas Jesus é a ligação entre Deus e os homens;

– Sola Gratia (Somente a Graça): a infinita misericórdia de Deus e a manifestação de sua graça por meio de Cristo possibilitam ao homem o acesso a salvação;

Sola Fides (Somente a Fé): é exclusivamente por ela a crença em todos os fatos evidenciados pela Bíblia Sagrada;

– Soli Deo Gloria (A Deus somente, a glória): apenas ELE é digno de honra e louvor. Deus é onisciente (sabedor de todas as coisas), onipotente (poderoso sobre tudo) e onipresente.

…Continua no próximo Boletim Informativo.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)