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Eu creio, sim!

Por Reverendo Célio Teixeira Júnior*

Uma das belas canções cristãs, traduzida para o português, eternizada na voz do cantor Luiz de Carvalho, diz assim: “Creio em ti ao ver que a chuva cai e faz a flor nascer. Creio em ti, pois sei que enquanto é noite aqui, é dia ali. Creio em ti porque me deste o riso e a dor, me deste o amor, o teu amor. Creio em ti, creio em ti. Se a paz sobre nós seu véu tecer, eu creio em ti. Se a tempestade a terra abalar eu creio em ti. Cada vez que neste mundo eu escutar alguém cantar, alguém chorar. Direi então: Creio em Ti!”.

Talvez seja importante dizer que mesmo sabendo que é preciso confiar e que a fé independe das circunstâncias, como sugere a música, crer não é algo tão simples assim. Às vezes, é muito difícil crer. É difícil principalmente quando é “noite” aqui. Quando a escuridão atinge a vida, quando os olhos se escurecem para a luz da aurora, quando o coração se adoece diante do medo das sombras da tenebrosidade e a fé claudicante não consegue se por de pé ou enxergar uma luz, qualquer que seja. É difícil crer, sim. É difícil crer quando a dor aguda traspassa a alma, quando a tempestade se agiganta diante das nossas vistas e as vagas procelosas afogam os nossos sonhos. É difícil crer quando as lágrimas do desespero marejam os nossos olhos, quando o chão é tirado de sob os nossos pés ou quando nuvens de escuridade se formam sobre a nossa cabeça. É difícil crer.

  É difícil, mas é preciso. Por isso é necessário dizer: eu creio, sim! Crer não é fraqueza, languidez ou fuga cega diante dos desafios, mas é depositar em Deus e no

seu Cristo a confiança e não desesperar diante das lutas e revezes. Crer é afirmar que o universo, a vida e a história estão em boas mãos, em santas mãos. Crer é dizer como disse o salmista: “Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem nos seios dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam. Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã” (Sl 46.2-5).

Crer é ainda confiar que aquele que não poupou o seu Filho, antes por nós o entregou, nos dará graciosamente com Ele todas as coisas (cf. Rm 8.32).Ainda que o mundo despeje uma avalanche de ideias contrárias à minha fé, eu creio sim. Ainda que os valores cristãos sejam negados até mesmo por quem deveria defendê-los, eu creio sim. Ainda que a moral cristã seja atacada sem dó, eu creio sim. Ainda que a minha  herança  evangélica  seja  ridicularizada  e colocada em cheque, eu creio sim.

Ainda que as sombras da noite se aproximem e o mar bravio nos ameace com os seus “tsunamis”, eu creio sim.

Creio, pois sei que Deus não perde o controle da história. Creio porque Cristo se assenta no trono da Sua glória. Ainda que o tempo seja difícil, que o inferno lute com todas as suas forças, que a família seja ameaçada, que os jovens sejam cortejados pelo maligno, que as leis dos homens sejam falhas, que o governo se desgoverne, eu creio sim. Creio porque os meus olhos estão postos em Deus. Creio, pois sei que Ele está entronizado acima dos querubins. Creio porque o Senhor de minha vida é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. É Ele quem tem as “chaves” e são elas que abrem e fecham as portas da vida e da morte, do céu e do inferno e da história. Creio, ainda que seja pequena a minha fé. Creio e peço a Deus que me ajude aumentando a fé que tenho, fortalecendo-a todos os dias e fincando-a na rocha que é Jesus.

  Eu creio não na vida e nem em mim. Eu creio em Deus e na força do Seu poder. Creio naquele que foi morto, mas vive eternamente por mim. Creio, sim! Mas peço ainda: “Senhor, ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9.24).

  • Célio Teixeira Júnior é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)
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