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Arquivo mensal: janeiro 2018

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Jesus dá cor à vida

Por Reverendo Célio Teixeira Júnior*

Tem dia que a gente acorda com vontade de dar nova cor à vida. Isso porque, com certeza, podemos dizer que há dias cinzentos e há dias descoloridos. Os dias cinzentos são aqueles dias difíceis e os descoloridos são os dias sem graça. Dar nova cor à vida não é tarefa fácil. A própria vida tem vontade própria e a cor que se dá parece algo do destino.

Talvez tudo isso seja a expressão particular de um desejo íntimo que pede mudança, que fala de uma nova direção e que aspira um novo ambiente. Ou, simplesmente, porque esses dias têm sido difíceis e enfumaçados e têm despertado em nós o anseio por uma “nova cor”.

Quem sabe um dia você acordou assim e mandou pintar a sua casa, coloriu a sua roupa ou simplesmente deu um novo visual no seu cabelo. Talvez, com o humor para baixo, a mudança se sentiu na alma, mas a alma não teve força e se rendeu ao desânimo, à morbidez e à apatia. Na verdade, a vida tem tantas cores quantas são as cores possíveis, mas frequentemente só temos olhos para ver os tais dias cinzentos e os descoloridos. E não adianta pintar por fora, reformar o exterior, se é lá de dentro, do fundo do peito, que o desejo surge e a vontade nasce.

Alguns dizem que cor influencia. Um ambiente fica alegre ou triste com a cor que se coloca na parede. Arquitetos afirmam que uma determinada cor pode dar sono e alterar o humor. Os profissionais da propaganda dizem que a cor da embalagem de um produto é fundamental na hora da venda. Há cores que despertam o apetite e outras que são como gritos de alerta. Há cores que convidam e cores que afastam. Cores que tranquilizam e cores que lembram a guerra. Há cores que falam de vida e cores que são fúnebres.

Tem gente que passa a vida toda curtindo o descolorido ou, talvez, não enxergando os matizes de cada dia. Porque, com certeza, as cores são as mesmas a cada manhã, a diferença está no jeito de cada olhar e no olhar de cada um. Não nego que realmente há dias cinzentos e há dias escuros. Viver esses dias sem perder o humor não é algo simples. Mas para cada tom de cor que a vida apresenta, há uma cor correspondente na graça de Cristo, pois, afinal, ela é multicolorida ou, como diz a Bíblia, ela é “multiforme” (1Pe 4.10).

Só a graça de Cristo pode colorir o descolorido. Na verdade, como diz a canção, só Cristo pode dar nova cor à vida. Ainda que os nossos pecados sejam vermelhos como o carmesim, em Cristo Jesus, eles se tornarão brancos como a alva lã (Is 1.18). E não é só do vermelho para o branco. Cristo nos faz enxergar, a cada passo com Ele, dias cada vez mais coloridos e cores cada vez mais nítidas. A vereda do justo, diz a Bíblia, é como a luz da aurora que vai brilhando até ser dia perfeito (Pv 4.18). Um colorido a cada dia.

O segredo, portanto, é olhar com os olhos de Jesus e deixar que a graça de muitas cores, que pertence a Cristo, nasça e cresça dentro da gente e faça assim a vida ter mais sentido, razão e propósito. Jesus dá cor à vida e toda a vida sem Cristo é descolorida. Jesus dá cor à vida e todo o dia cinzento, com Cristo, é aparência.

Eu não sei como está o seu dia hoje. Na verdade, não importa o colorido lá fora ou a ausência dele. O que é certo dizer é que para cada cor da vida há uma cor correspondente na graça do Senhor. O importante, então, é saber que Deus vai cuidar de você sempre e jamais vai desampará-lo. Creia nisso.

  • Célio Teixeira Júnior é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Lavras(MG)
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Mais alegria

Por Reverendo Célio Teixeira Júnior*

Quero mais alegria este ano e sei que você também procura por ela. Não quero a alegria fugaz, das horas vazias, dos dias sem graça e que deixa na boca um gosto de fel. Não quero comprá-la a prazo no crediário de uma loja qualquer e nem me deixar prender pela expectativa de que ela possa vir de uma promessa política, de uma mudança no sistema ou das mãos dos que governam e fazem as leis. Quero uma alegria melhor, mais profunda, enraizada, que vai além das circunstâncias e independe do chão que a gente pisa.

Quero a alegria que vem do alto, de quem pode sustentá-la nos momentos difíceis, em meio aos embates que a vida nos traz e no instante que a dor chega e chega sem mandar aviso. Quero a alegria que não vai embora quando a lágrima brota no canto do olho, quando a saudade aperta dentro do peito e quando a mão acena para quem parte e diz adeus.Sim, quero mais alegria este ano. Não quero perde-la porque a troquei um dia pela ansiedade ou a deixei ir porque me prendi no passado morto que não volta mais.

Sei que nuvens de escuridade se formarão sob o sol que clareia e esquenta e que haverá dias cinzas, opacos, frios e sem cor, mas sei também que para além dessas nuvens o sol não vai jamais deixar de brilhar. Por isso não quero deixar escapar a alegria em dias assim, ainda que eu tenha que buscá-la por não pequena luta e não enfraquecido esforço. Que uma notícia triste não a apague e que uma dor atroz não a faça jamais esmorecer. Que o futuro, que aos meus olhos seja incerto, não me faça trocar essa alegria por desesperança e que o convite do prazer de um momento não me faça abandoná-la para sempre. Quero a alegria de um espírito sereno, de uma alma tranquila, de uma vida sem ranço e que é parceira inconteste na estrada da justiça e no caminho da retidão.

Mas, que alegria é essa? Não seria devaneio uma procura dessas? Talvez, quem sabe, uma quimera, ilusão ou utopia? Pois eu digo que essa alegria é real, possível e verdadeira. Por certo ela não se encontra na esquina da vida e nem vem sobre nós como um passe de mágica. Dessa alegria que falo eu tiro a minha força, o meu ânimo, a minha coragem, a minha determinação e a minha vitória. Deixá-la de lado é enfraquecer, perder o vigor, desistir, desanimar, desmaiar e até morrer. Por isso, quero mais alegria este ano. Para ser sincero não vejo outra saída a não ser me envolver por ela, transformá-la num imperativo, numa ordem que devo obedecer e não simplesmente num estado de espírito oscilante e indefinido. Sei que de posse dela andarei de cabeça erguida e de bem com a vida. Quero mais alegria este ano.

A alegria que trato aqui é bem mais do que um sentimento, ela é uma pessoa. Possuí-la é mais do que uma convicção, é um relacionamento. Então se sofregamente a desejo assim, preciso ter mais de quem me possa outorgá-la. Tal entendimento me vem das Sagradas Letras, da verdade inefável que é como candeia que brilha em lugar tenebroso. Das Escrituras que são como lâmpada para os pés e luz para o caminho. Sim, é na Bíblia que eu ouço, aprendo e sempre hei de procurar obedecer: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4).

A minha alegria é Cristo, o Senhor dos céus e da terra, o amado de minha alma, o escolhido para mim. Quero mais da alegria de Cristo, quero mais de Cristo o Salvador. Quero andar em Sua presença e conhecer Sua vontade. Quero que Cristo seja formado em mim e que em cada amanhecer eu me pareça mais com Ele, tendo mais do amor dele em meu viver.Desejo a você, meu querido irmão, mais alegria este ano. Mas não se esqueça que esta alegria tem um nome: Jesus Cristo, o Senhor.

  • Célio Teixeira Júnior é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

Ano novo, vida nova!

Por Rev. Célio Teixeira Júnior*

É comum no início de um novo ano fazermos planos de uma nova vida. E é bom que seja assim. Pois, mesmo sabendo que o que muda são as datas simplesmente, há uma espécie de magia no ar que nos inspira a experimentar coisa nova. Ano novo traz a sensação de renovação, de oportunidade e de recomeço. É como se, de repente, alguém nos desse uma folha em branco com linhas suficientes para reescrevermos a nossa história. Apagando também da memória o que não produz esperança e o que só gera ressentimentos.

            Talvez seja importante dizer que a chegada de um ano novo é inevitável. O tempo não para, é implacável. As horas passam, os números crescem e nunca diminuem. A vida nova, no entanto, depende de atitudes. Atitudes estas que brotam da alma, que nascem no coração e que se desembocam em gestos concretos. Tristemente constatamos que é possível ter um ano novo e permanecer numa vida velha. Por isso o tema não é apenas um “chavão”, mas uma decisão: Ano Novo, Vida Nova!

            É preciso entender, em primeiro lugar, que não há vida verdadeiramente nova sem uma experiência de uma transformação radical fruto de um encontro real com aquele que nos pode fazer nascer de novo. Novo nascimento, neste caso, não é voltar ao ventre materno ou nascer uma segunda vez aqui na terra, mas é encontrar-se com Jesus em arrependimento e fé: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). Só Jesus pode realmente transformar, em tudo, o nosso viver. Com Ele a experiência do novo é constante, permanente e eterna.

            A decisão de uma vida nova também precisa envolver os nossos relacionamentos interpessoais. É muito fácil, mas lamentável, entrarmos em um ano novo trazendo lembranças de uma vida velha que ficou para trás. Pior ainda se levarmos para o novo ano, a reboque, mágoas e dissabores. Eu sei que perdoar pode parecer antinatural e desafiar todos os nossos instintos primevos, mas é a única maneira, dentro de nossa convivência com o outro, de nos encontrarmos com o novo. Quem não perdoa, envelhece mais do que devia. Quem guarda rancores não tem chance alguma de experimentar vida nova. O ano pode ser novo, mas a vida permanecerá desgraçadamente velha.

            Além do que foi exposto acima, a decisão de uma vida nova precisa ter também implicações sociais. E aqui, além da decisão, cabe a esperança. Como povo brasileiro, esperamos dias melhores, dias verdadeiramente novos para a nossa Nação. Uma vida nova para o Brasil se faz necessária e que o ano novo sirva, mais do que de inspiração, sirva de oportunidade e compromisso. Que o país não mostre simplesmente a sua cara, como sugere a música; mas que ele a mude totalmente. A vida nova que esperamos e decidimos ter é, neste caso, de justiça social que corra como um rio de águas claras e não da lama literal ou figurada que polui, destrói, mancha as leis e mingua os recursos.

            Ano Novo, vida nova! Tudo depende também de nossas pequenas atitudes. O novo não é necessariamente o extraordinário, o mirabolante, o extravagante, o espetacular ou o espalhafatoso. O novo pode ser um gesto simples de estender a mão ao aflito, de dar um copo de água ao sedento ou de abraçar quem se sente sozinho. O Novo Ano pode nos oferecer a chance de sermos novos também de espírito: com um olhar novo voltado para Deus, com um sorriso novo voltado para o próximo e com uma alma nova cheia de paz. O Ano Novo, neste sentido, tem o “poder” de nos encorajar a sermos tudo isso e muito mais.

            Para terminar, peço a Deus proteção. Que neste Novo Ano que se inicia Ele nos abençoe da cabeça aos pés. Que Ele nos livre do mal e nos ajude a andar em novidade de vida. Que Ele nos sustente debaixo da sua graça e que faça próspera a nossa alma. Que Ele nos encha de esperança e coloque em nossos lábios um hino de gratidão, louvor e adoração. Feliz 2018! Ano Novo, vida nova!

  • Célio Teixeira Júnior é pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)