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Arquivo mensal: dezembro 2017

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O calendário da vida

Por Diego Nascimento*

Um dos ícones do século 20 é a tradicional ‘folhinha’ que anualmente continuam a ser distribuídas aos clientes em vendas, armazéns, supermercados e até farmácias. Mesmo com a expansão da tecnologia, que permitiu a visualização do calendário em relógios de pulso, celulares e computadores, a prática da distribuição perdura ainda depois dos anos 2000. Quem não tem ou já teve um calendário da mercearia do bairro colado na geladeira ou na porta do quarto?

Pesquisadores afirmam que os primeiros instrumentos de medição de dias e meses surgiram na antiga Mesopotâmia tendo babilônios e sumérios como os usuários iniciais. Uma recente reportagem publicada pela Revista Nova Escola atesta que a contagem de 12 meses (365 dias) como temos hoje, foi instituída em 1582 pelo papa Gregório XIII (1502 – 1585) e se tornou um padrão em quase todo o planeta (alguns países, a exemplo da China, utilizam calendários milenares em suas celebrações).

Nesse contexto convido você a avaliar sua vida e perguntar para si mesmo: as 52 semanas dadas por Deus ao longo de 2017 foram bem aproveitadas? Quantas ações de evangelismo foram realizadas durante os meses? Quantas vezes as misericórdias renovadas a cada manhã foram agradecidas? Garanto que, enquanto lê essas perguntas, você tentou até iniciar uma contagem, não é mesmo? No livro de Salmos, capítulo 90, verso 12, encontramos o seguinte versículo: ‘Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.’ Mais do que marcar o correr da semana com um X no calendário, precisamos voltar nossos olhos ao Senhor. O imediatismo vivido na atualidade nos faz achar que 24 horas são insuficientes e, lamentavelmente, muitos empurram momentos preciosos de devocional e oração para o fim da lista de prioridades.

Colocar nossos sonhos e projetos diante de Deus é um ato de intimidade e o tempo é um recurso valioso nesse contexto. No livro de Mateus, capítulo 24, verso 35, Jesus diz que ‘Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.’ Será que optamos por preencher nosso “Calendário da Vida” com situações abstratas ou seguimos a direção contrária do mundo e permitimos que ELE nos tome pela mão? Em Provérbios 16:3 temos uma recomendação direta: Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.’ 

Faço votos de um abençoado 2018, mas lembre de buscar o reino de Deus em primeiro lugar. Entenda que o tempo DELE é supremo, soberano e misericordioso. Que daqui a 365 dias suas respostas às perguntas que fiz no início do texto sejam ainda melhores na perspectiva de Cristo Jesus.

  • Diego Nascimento é presbítero da Primeira Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)
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Fábrica de bondade

Por Diego Nascimento*

Já percebeu o quanto o sentimento entre as pessoas muda durante o Natal? Sorrisos e abraços, mesmo com total ausência de sinceridade, se tornam uma regra no trabalho, em casa, nas ruas e até dentro de Igrejas. Agora vem a pergunta: de onde surge essa bolha sentimental tão pulsante no mês de dezembro e que desaparece logo após a Ceia?

No livro de Isaías, capítulo 9, versículo 6, encontramos o seguinte: ‘Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.**’  Na lista de características encontramos a palavra “Paz”. Avalio que seja essa a “deixa” para a bondade que muitos tentam exercer mas que, lamentavelmente, não praticam ao longo dos demais 364 dias do ano. Optam por um estilo de vida ranzinza, autoritário e repleto de discórdia. Mas o mesmo Deus que te observa no Natal é o mesmo que mantém os olhos atentos ao seu cotidiano no mais secreto.

No livro de I Samuel 16:7 encontramos o seguinte alerta: ‘O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração’. Nosso relacionamento com Deus é, sem sombra de dúvidas, o fator determinante para um estilo de viver diferente, iluminado, de bons frutos, pautado na verdade na família e fora dela. Andar com ELE nos chama a atenção para uma simpatia sincera com os que estão ao seu redor: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Mateus 22:39

Que saibamos exercitar a intimidade com Cristo de forma a impactar positivamente as pessoas. Mesmo calados precisamos resplandecer as Boas Novas de Jesus. Jamais se apoie nessa Fábrica de bondade tão publicizada pelo comércio mundial e faça do seu coração um celeiro de ações e reações baseadas única e exclusivamente na Palavra do Senhor.

‘Quem ama a sinceridade de coração e se expressa com elegância será amigo do rei.’ Provérbios 22:11

Um Feliz Natal!
*Diego Nascimento é presbítero da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

** Todos os versículos citados foram retiradas da Bíblia Sagrada – Nova Versão Internacional.

 

Coisa só pra domingo!

Por Diego Nascimento

Certa vez o executivo de uma multinacional disse que “gostaria de expandir a distribuição dos seus produtos nos locais em que os cristãos ainda não tivessem chegado.” Essa afirmação mostra a sagacidade comercial de algumas empresas em busca do lucro. Explicitamente o marqueteiro quis mostrar que o portfólio da multinacional tinha intenções de alcançar qualquer lugarejo desse mundo a exemplo do nome de Cristo, divulgado pelos seus seguidores.

Com a proximidade do Natal percebemos o quanto a sociedade é vulnerável a encantos promocionais e, na maioria das vezes, faz uma dívida desnecessária apenas para preencher uma necessidade de compra que acaba em questão de horas ou dias. Luzes para todos os lados, vídeos emocionantes na TV e internet e aquele clima de aparente bondade têm tirado de cena Jesus, o Salvador. Mas de quem é a culpa desse acontecimento? Nossa! Continue comigo nessa leitura que explicarei as razões.

A Igreja está acomodada em sua missão. Vou além da estrutura de portas e janelas que conhecemos como Templo, mas falo sobre a nossa vida. Somos a Igreja e a maneira como agimos pode nos aproximar ou afastar gradativamente da vontade DELE. Deixamos o material tomar conta quando, na verdade, estamos sedentos do amor que só Cristo pode oferecer. Nossa era se especializou em fabricar sorrisos artificiais que acabam depois de um compromisso com amigos onde o testemunho é “coisa só pra domingo.” Estou certo de que você entende o que estou falando.

Mesmo em alto mar, desprovidos de qualquer temática natalina (figuras, enfeites, canções…), somos capazes de render louvores ao nosso Deus. Tudo depende da direção  para a qual o nosso coração está voltado. Temos todo o conforto para participarmos de atividades ligadas ao crescimento espiritual e, mesmo assim, ainda há quem esteja debruçado nos prazeres da carne permitindo que o bom velhinho Papai Noel assuma o lugar de Cristo, o Senhor.

Que estejamos atentos sobre o verdadeiro sentido do Natal, espalhando para os quatro cantos do mundo que ELE vive! E nas palavras do profeta Isaías encontramos os adjetivos que configuram o Salvador: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6.

  • Diego Nascimento é presbítero da 1ª Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)