Aprenda sobre a Bíblia

Início » 2017 » abril

Arquivo mensal: abril 2017

Oração é coisa séria – Parte 1

Por Diego Nascimento*

Por mais que orar pareça algo fácil ainda encontraremos pessoas inabilitadas à essa missão. Enquanto alguns não acreditam na eficácia do “falar com Deus” outros caíram no comodismo e trocaram o joelho no chão por horas na frente da televisão e da internet. São nesses momentos que relembro a incrível façanha dos Moravianos.

Quem eram? Uma comunidade cristã-evangélica situada numa extensa área da antiga europa, atual República Tcheca. Os Moravianos adotaram um estilo de vida totalmente oposto ao hedonismo**, capaz de chamar a atenção de grandes vultos da história a exemplo dos pastores Charles e John Wesley.

O que aconteceu? Em 1727 os Moravianos iniciaram uma reunião de oração ao estilo relógio. Assim como os ponteiros da máquina de marcar o tempo aquele grupo criou uma escala de revezamento de forma que os momentos de agradecimento, intercessão e contrição não fossem interrompidos. Se você acha que isso é algo normal nas Igrejas certamente mudará de ideia ao saber que esse ciclo durou um século. Isso mesmo: 100 anos de oração ininterrupta. Imagine quantas gerações passaram por lá nessa memorável atitude?

Os primeiros capítulos do livro de Gênesis mostram que a oração era uma prática regular na vida do povo. Mais do que comum na vida do servo de Deus (pelo menos deveria ser assim) o clamor ao Senhor dos Exércitos remonta ao início da humanidade. No mesmo livro, capítulo 4, verso 26 temos o primeiro registro que trata do tema: “Também a Sete nasceu um filho, a quem deu o nome de Enos. Nessa época começou-se a invocar o nome do Senhor. Depois disso há, pelo menos, outros 649 registros de oração em toda a Bíblia.

Uma das mais notáveis características da oração é que nenhum equipamento ou advento tecnológico é necessário para que uma prece seja feita. O simples coração quebrantado, o fechar os olhos e o foco em Cristo pode trazer cura, direção, refrigério, respostas e muitas outras coisas que façam parte da vontade soberana de Deus. “Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós.” (Efésios 3:20)

E quanto aos Moravianos? Grandes coisas aconteceram tempos depois, mas a continuação dessa incrível jornada será revelada no próximo artigo.

Até lá e que Deus te abençoe!

* Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

** Hedonismo: prazer a qualquer custo.

Anúncios

Nós e os índios

Por Diego Nascimento*

Ao lermos o mandamento de Cristo sobre o “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura*.” costumamos não ter a dimensão sobre a responsabilidade geográfica diante de nossos olhos. O planeta Terra tem 510 milhões de quilômetros quadrados, sendo que aproximadamente 30% desse total é composto pelos continentes que abrigam mais de sete bilhões de pessoas. Uma pequena fração desse número contempla os índios brasileiros, atualmente distribuídos em cerca de 220 etnias de norte a sul do Brasil.

O passado e o presente registram histórias de inúmeros desbravadores da Palavra de Deus, prontos a romper fronteiras para compartilharem as Boas Novas. Um dos exemplos é a Missão Caiuá, agência missionária que atua entre os indígenas desde 1928. Situada no município de Dourados, Mato Grosso do Sul, o grupo registra feitos incríveis que incluem a tradução da Bíblia para diversos dialetos,  a criação de uma escola para alfabetização de adultos e diversos pontos de pregação da mensagem de Cristo.

A instauração do 19 de Abril como o “Dia do Índio” foi feita pelo então presidente Getúlio Vargas, com o propósito de reforçar a identidade do povo indígena no cenário brasileiro. Lamentavelmente a data é praticamente esquecida e, quando comentada, não ganha o destaque necessário. Foram muitas as atrocidades que cercaram esses povos desde a colonização portuguesa e diante disso pergunto: de que forma temos nos esforçado para que o Evangelho chegue à essas nações? A identidade missionária faz parte de sua vida?

O livro de Isaías, capítulo 6, verso 8 diz: “Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” Essa mesma pergunta é feita para você. De que maneira tem sido sua resposta a esse chamado? Ou você prefere agir como um mero espectador, a exemplo de alguns, terceirizando a responsabilidade do evangelismo?

Há diversas formas de participarmos de projetos desse tipo, mesmo quando nosso deslocamento físico é limitado. O autor de Atos dos Apóstolos, no capítulo 20 verso 24, enfatiza que quaisquer desafios não são capazes de ‘estacionar’ o coração de quem quer lançar a Semente: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.” 

Termino com uma sincera sugestão: separe alguns instantes de sua semana e ore pelos índios. Muitos têm feito um esforço incondicional para compartilhar da fé em Cristo em diferentes aldeias. Lembre que você pode “Ir” de várias formas, apoiando o projeto ou simplesmente colocando seus joelhos diante do altar de Deus.

*Marcos 16:15 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

Auxílio inesperado

Por Diego Nascimento*

O início do século 20 trouxe várias inovações tecnológicas para a humanidade e muitas delas estão dentro de sua casa. O automóvel faz parte dessa lista e Henry Ford foi um dos precursores nessa era. A persistência desse homem permitiu que em certo estado norte-americano um jovem pai de família comprasse seu primeiro carro. A tão aclamada novidade foi motivo de festa entre os parentes que, dias depois, agendaram uma viagem inaugural. É aqui que a aventura começa.

Imagino que todos acordaram cedo e muito ansiosos para passear na incrível máquina. O motorista assumiu o comando do veículo e saiu acelerando para a alegria dos passageiros. Mas o tão esperado passeio foi interrompido por uma aparente falha no motor. Que decepção! Ficar parado no meio de uma estrada, sem a possibilidade de pedir ajuda ou mesmo pensar em alguma alternativa rápida. De repente um outro veículo se aproxima e o gentil condutor estaciona, desce e caminha em direção ao frustrado dono do carro quebrado. Em um rápido diálogo o desconhecido foi informado do ocorrido e se ofereceu para avaliar o motor. Girou alguns parafusos ali, apertou alguns cabos aqui e pronto: o carro voltou a funcionar. O sentimento de desespero foi substituído pela alegria. Antes de ir embora o mecânico desconhecido disse que o conserto era um presente. Quase explodindo de felicidade o contemplado disse: “ – Diga seu nome para que eu possa agradecê-lo. ” A resposta do até então desconhecido foi surpreendente: “ – Sou Henry Ford. Aproveite a sua viagem. ”

Incrível, não é? Quem imaginaria que o próprio inventor e industrial passaria pela estrada naquele exato momento e ofereceria a solução? Eventos assim também acontecem em nossa vida e são originários da misericórdia de Deus. O livro de Isaías, capítulo 30, verso 18 diz: “Contudo, o Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; Ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o Senhor é Deus de justiça. Como são felizes todos os que Nele esperam! ” Quantas vezes ficamos desesperados, sem rumo, e não lembramos que somos servos Daquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre?

Em Salmos 34:4 vemos como o Senhor dos Exércitos nos ouve e está pronto a agir: “Busquei o Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. ” Na aclamada era da informação somos pressionados pela instantaneidade e, com isso, desespero e ansiedade tentam fazer companhia não importa quando, onde e como. Que tal descansarmos em Cristo e deixar que Ele conduza cada passo, sonho e desafio? Tenho plena certeza que os versos iniciais do Salmo 40 serão uma constante em sua história: “Depositei toda a minha esperança no Senhor; Ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).