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Agir ou assistir? Eis a questão.

Por Diego Nascimento

A Igreja em que participo desfruta de uma ampla visão missionária: são pontos de pregação, congregações e outros trabalhos de evangelismo que têm transformado vidas de crianças, jovens e adultos. Meu fascínio pela História fez com que eu iniciasse uma investigação sobre o presbiterianismo local. A mais recente descoberta tem data; é de 1917 e seu personagem é o Pastor Samuel Rhea Gammon.

Seguindo uma descrição rica em detalhes o Pastor Gammon preparou uma carta, a qual tenho acesso, contando sobre a semeadura da Palavra de Deus no que hoje conhecemos como Macaia, distrito do município de Bom Sucesso. Visivelmente feliz com a reação das pessoas alcançadas pelas Sagradas Escrituras, Samuel não sabia que onze anos mais tarde seria levado aos braços do Pai. Mas desde sua chegada à região muitos frutos surgiram de seu árduo e incansável trabalho de “proclamar o Evangelho sobre toda a criatura.” Uma das características que marcaram a trajetória de pessoas daquela época era a escassez de meios de transporte ágeis e confortáveis. Gammon, por exemplo, realizava grande parte dos trajetos a cavalo, sob sol e chuva. Admirável, não é mesmo? É a visão prática do que lemos em Mateus 28:19 “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” 

O tempo passou, ganhamos inovações tecnológicas e possibilidades infinitas de falarmos sobre Jesus para todo o mundo. Por outro lado, essa mesma era pós-moderna de tantas  facilidades é marcada por acomodação dentro das próprias igrejas quando o assunto é sair às ruas e fazer a diferença, distribuir a Palavra de Deus e “chorar com os que choram.” Enfrentar o frio para participar de uma reunião de oração? Sentir o calor do sol para dedicar algum tempo para a distribuição de folhetos? Separar algumas horas para a tão sadia prática da visitação? Por incrível que pareça essas perguntas são respondidas com um sonoro ‘Não’ por muita gente. No momento em que podemos fazer muito mais optamos pelo ‘muito menos.’ Tiago 1:22 ensina sobre o esforço do cristão: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos.” 

O convite de hoje trata do que investimos para o crescimento do Reino. Deixar para depois ou simplesmente terceirizar o evangelismo não correspondem à uma atitude de intimidade com o Senhor. O apóstolo Paulo, por meio da Carta aos Efésios capítulo 2, verso 10, nos deixa uma importante lição: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.”

E você? Prefere seguir o exemplo do Pastor Samuel Gammon e de tantos outros que ainda enfrentam um cenário de caos para fazerem a diferença ou ainda insiste em seguir a carreira de espectador enquanto o mundo clama por socorro? Ser cristão envolve atitude! 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

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