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Arquivo mensal: fevereiro 2017

A mulher virtuosa e o ensino de Provérbios

Por Diego Nascimento*

Quem teve a chance de ler o livro de Provérbios encontrou, no capítulo 31, uma profunda descrição da mulher virtuosa. Em uma era onde a estética e os bens materiais lideram o pódio de interesses humanos, as qualidades individuais se tornam cada vez mais distantes dos pilares de um relacionamento.

Em breve será celebrado o Dia Internacional da Mulher. Em diferentes partes do planeta haverá homenagens por meio de discursos, presentes e muito mais. Embora eu considere essas manifestações importantes para essa data avalio que o principal ato de amor é a forma como cuidamos do público feminino. E tudo começa dentro de casa. A tendência de sempre enxergarmos as mulheres como um ser frágil pode impedir, em certos casos, de darmos valor à falas e ideias originadas dessas heroínas.

Deus criou as mulheres para serem amadas e respeitadas e aquelas que temem a Cristo são uma benção na vida de familiares e amigos. O mesmo livro de Provérbios, capítulo 12, verso 4, diz que “A mulher exemplar é coroa para seu marido. ”  Já o capítulo 14, verso 1, registra que: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua. “ A mais pura realidade. Quer um exemplo prático desses versículos? Ligue a TV e veja os noticiários.

Seja você filha, mãe, avó, bisavó, esposa, tia … (a lista é imensa) … saiba que Deus ama você e as misericórdias Dele se renovam a cada dia. Numa era em que as batalhas ideológicas ganham destaque diário entenda que a parceria, o respeito mútuo e a sensibilidade são características marcantes na mulher virtuosa.

 “A mulher bondosa conquista o respeito.” – Provérbios 11:16.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).
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O prazer a qualquer custo

Por Diego Nascimento*

“Vivemos na pior época de todas!”, essa foi minha afirmação durante uma palestra que ministrei para uma multinacional brasileira. Um tanto radical? Talvez. Realista? Totalmente. Se observarmos pela ótica material, nossa era está nadando no conforto e na modernidade. Se seguirmos a linha moral e ética, perceberemos que a cada dia o relacionamento humano se individualiza e se fecha para uma curtição que tem data de término.

Estamos às vésperas do feriado de Carnaval; descanso para alguns e folia para outros. Sou parte do primeiro grupo e digo sem sombra de dúvidas: jamais coloque seus valores familiares de lado para “seguir o protocolo” do prazer a qualquer custo. Certa vez conversei com uma garota que se gabava por ter ingerido litros de bebida alcoólica e  ter acordado em um local desconhecido e com pessoas que jamais havia visto na vida.Tudo isso depois de se entregar aos prazeres irresponsáveis do “ir com a turma.” Realidade triste e desnecessária.

Engana-se quem pensa que o Carnaval é uma festa genuinamente brasileira. Os tradicionais bailes de máscaras regados a comida, confete e marchinhas foram inspirados em eventos vindos da Europa. Há historiadores que defendem a tese de que o ambiente carnavalesco tenha iniciado já no Império Romano. Mas quero deixar claro que o artigo de hoje não é condenatório, e sim, reflexivo. De que forma temos cuidado de nosso corpo? A Bíblia, em I Coríntios 6:19, diz que somos “templo do Espírito Santo.”. Uma responsabilidade e tanto, não é mesmo? Em carta preparada aos Gálatas, o apóstolo Paulo registra a lista dos frutos da carne: “imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.” Gálatas 5: 19 a 21.

O fato de eu não seguir essa linha do “viva esse dia como se fosse o último” nunca me impediu de sorrir, conhecer pessoas, lugares, crescer intelectualmente e ter boas oportunidades de emprego. Meu apelo é por um estilo de vida equilibrado, sem excessos e com foco no resgate de valores humanos e bíblicos que lamentavelmente são considerados virtude em quem ainda se lança ao desafio de “nadar contra a maré.” Encerro fazendo uso dos frutos do Espírito e convicto de que o caminhar com Deus é melhor do que qualquer coisa ao nosso redor.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” Gálatas 5:22  25. 

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

 

Exercitando a paciência à luz da Bíblia

Por Diego Nascimento*

Pare tudo o que está fazendo nesse instante e tente descobrir quantas vezes já perdeu a paciência. Está difícil de chegar ao resultado? Eu já imaginava. Saiba que se essa mesma pergunta for feita ao seu amigo, vizinho ou colega de trabalho, o embaralho mental na busca por uma resposta também ocorrerá. Essa falta de paciência tem sido o principal motivo para discussões, violência física, discórdias e tomadas de decisão totalmente precipitadas.

O livro de Provérbios capítulo 14, verso 29, diz que  “O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez.” De fato, esse é um grande exercício e, cá entre nós, viver numa época onde 24 horas parecem não ser suficientes para cumprir toda a agenda é um grande fardo. Tantas tarefas, compromissos e problemas fazem da irritação e do desespero companheiros diários. Meu convite hoje é curto e objetivo: vamos lutar contra essa maré de impaciência.

Com frequência converso com pessoas que dizem ter sido alvo de agressividade no ambiente de trabalho ou em relações familiares. Quando o autoritarismo não é a causa majoritária, a falta de paciência do “agressor” é um dos sintomas mais comuns. O livro de Efésios capítulo 4, verso 2, cita uma importante recomendação de Cristo: “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. “ Será que temos avaliado nossas atitudes ao ponto de reconhecermos quando “exageramos na dose? ”

Nunca se falou tanto em harmonia. Os livros de autoajuda lotam prateleiras prometendo ensinar aos leitores como equilibrar sentimentos e emoções, mas uma coisa eu digo: aprendo, diariamente, a exercitar a paciência por meio do único livro capaz de transformar gerações: a Palavra de Deus. Por mais que eu seja alvo de ataques preciso entregar minhas preocupações, ira e agitações nas mãos de Cristo. O apóstolo Paulo na carta aos Colossenses 3:12 registra um mandamento que é notável no cotidiano de quem busca a intimidade com o Senhor: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade. ” 

Passou dos limites ao conversar com alguém? Peça desculpas. Está a ponto de explodir diante de tantas preocupações? Não tente resolver tudo sozinho. Acha que o mundo não entende os seus sentimentos? Reavalie suas decisões e fale com Deus: ELE está pronto a ouvir o seu desabafo e a orientar a sua vida por meio das Sagradas Escrituras.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).

Um atalho muito, muito perigoso

Por Diego Nascimento*

“Entrega teu caminho ao Senhor, confia NELE e o mais ELE fará” é parte da ala introdutória do capítulo 37 do livro de Salmos. Essa orientação de Deus tem caminhado comigo desde a adolescência e posso atestar, por meio de experiência própria, como a soberania DELE pode transformar a escuridão em luz, a enfermidade em cura e a depressão em esperança. Mas existe uma longa jornada entre a leitura dessa promessa e a confiança que precisamos depositar em Nosso Senhor. Tentando assumir o tempo do Criador muitas pessoas optam por entregar o caminho ao “destino” e, na busca pela rota certa, acabam entrando por um atalho perigoso, traiçoeiro e implacável.

Esse dilema antecede aos registros do livro de Salmos. No capítulo 16 de Gênesis encontramos Sarai, esposa de Abrão, fazendo uso da impaciência e entregando sua serva Agar para que o marido a engravidasse. O mais triste nessa história é que tanto Abrão quanto Sarai foram avisados por Deus que ambos dariam início à uma grande nação. Tentando “dar um jeitinho” e nadando na piscina da ansiedade, Sarai foi o pivô de uma história que trouxe sérias consequências.

Será que por algum momento agimos como a mulher de Abrão? Mesmo que tenhamos anos e mais anos de frequência à Igreja optamos por descansar em Cristo? Fazemos das promessas bíblicas uma lembrança vaga ou chamas ardentes em nosso íntimo? Estamos, de fato, prontos a entender que nosso coração pode fazer planos, mas que a resposta certa vem de Deus?

Sei de pessoas que manifestam perplexidade e cansaço ao buscar soluções para as mais diversas questões da vida. O que falta entender é que enquanto corrermos atrás de saídas por nós mesmos, insistindo no erro por meio de escolhas explicitamente equivocadas, sempre teremos desilusões, lágrimas e armadilhas para o convívio social.

Minha recomendação? Abrir mão do orgulho e deixar cada pedaço de nossa história nas mãos Daquele que é o mesmo ontem, hoje e sempre. Encerro fazendo uso das palavras de Jesus no livro de Mateus, capítulo 11, versos 28 a 30: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG).