Aprenda sobre a Bíblia

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Arquivo mensal: janeiro 2017

Como anda a sua consciência ecológica?

Por Diego Nascimento*

Faz algum tempo que comecei a observar o comportamento dos pássaros nas áreas urbana e rural. Preciso dizer que a coloração das penas, o formato dos bicos e especialmente o canto mostram o cuidado que Deus teve ao criar o mundo em que vivemos. Trocar o som da buzina dos carros, do aparelho de ar-condicionado, da televisão alta ou dos ruídos do WhatsApp pela sinfonia entoada por um bando de aves é simplesmente incomparável.

No exato momento em que eu produzia esse texto pude ouvir espécies diversas oferecendo um louvor agradável aos ouvidos do Criador. Os canários dominavam o coro, claramente ditando as notas musicais. Ao mesmo tempo em que embalei meus pensamentos na imensidão ecológica recordei dos maus-tratos que inconsciente ou conscientemente exercemos sobre a fauna e a flora mundial. Minha consciência pesou ao lembrar de coisas simples que vão desde o destino da água que lavamos a louça às atrocidades televisionadas dos desastres ambientais resultantes de uma gestão irresponsável ora pública, ora privada.

Por mais que tenhamos documentos que por força da lei nos ofereçam propriedade sobre uma faixa de terras precisamos recordar que “não somos donos de nada. ” Gerações futuras também precisam desfrutar das belezas que enxergamos na atualidade. Sei que muitas delas já se tornaram apenas lembranças fotográficas nas páginas de livros de biologia, mas por opção, temos a chance e o dever de mergulhar de cabeça no significado do verbo cuidar.

A Palavra de Deus é bem clara quanto ao nosso papel em tudo isso. O livro de Gênesis registra uma das responsabilidades de Adão a respeito do que estava à sua volta. O capítulo 2, verso 15 diz: “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” Desde o início recebemos a permissão de fazer uso do meio ambiente, mas com o devido cuidado sobre tudo.

Encerro dizendo que nunca fiquei tão animado em ver a lixeira do meu carro tão cheia de papéis. Isso significa que há menos lixo nesse vasto lar que chamamos de Terra. A responsabilidade que temos com um simples papel de bala lançado pela janela é a mesma que uma usina tem com os resíduos líquidos e sólidos que não podem ser depositados no solo e nos rios. Dadas as suas proporções entenda que o registro de Salmos 150: 6 “Todo o ser que respira louve ao Senhor” enfatiza a diversidade e a amplitude da criação. Você e eu fazemos parte dessa história. Dar o exemplo é uma questão de testemunho de vida.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG). Para conhecer outros textos acesse diegonascimento.com.br
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A morte: uma visita inesperada

Por Diego Nascimento*

Meu terceiro sábado do ano foi totalmente atípico: fiquei vários minutos dentro de um cemitério, cercado de coroas de flores e pessoas emocionadas, enquanto um grande amigo recebia as últimas homenagens após perder a vida de forma repentina. À medida que o caixão era colocado no túmulo um filme passou em minha mente: conversas, gargalhadas, aconselhamentos … uma amizade que ficará registrada para sempre. Sua mãe, irmãos, esposa e filhos davam adeus à um capítulo de acolhimento e dedicação que à primeira vista não tinha hora para acabar.

Sei que muitas das vezes não queremos falar sobre isso, mas precisamos refletir sobre o último suspiro. A visita inesperada da morte não escolhe idade, endereço e nem mesmo a profissão. Nós cristãos sabemos da vida eterna, aquela que aprendemos por meio das Sagradas Escrituras e que faz parte da promessa de Jesus para quem o reconhece como Senhor e Salvador. Na perspectiva espiritual o livro de João, capítulo 3, verso 16 registra a maior prova de amor já manifestada na história humana: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” 

Que a morte é uma visita inesperada todos já sabem. Ela encerra uma fase de relacionamento entre familiares, amigos e oferece um sentimento que poucos sabem administrar: a saudade. Sou totalmente a favor de quem cultiva as lembranças boas, os momentos de alegria e aprendizado que ficaram como legado de quem partiu. Herdamos a morte de Adão como resultado do pecado. O livro de Gênesis, capítulo 3, verso 19, nos mostra o que disse Deus depois que o fruto árvore proibida havia sido comido: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” O que isso quer dizer? Fisicamente temos início, meio e fim. Portanto, sugiro que reserve alguns instantes para pensar que daqui algum tempo os personagens que estão à sua volta terão partido e você precisará lidar com isso.

O que fazer? Aproveite cada minuto de sua vida de maneira sadia e que contemple as maravilhas dadas por Deus. Valorize os acontecimentos aparentemente insignificantes e não meça esforços para que o seu nome seja sinônimo de mansidão, honestidade, santidade, retidão e temor ao SENHOR. Agradeça por cada oportunidade. Lute em cada desafio. Aja o que houver lembre que mesmo voltando ao pó aqui, podemos caminhar pela eternidade com Cristo. ELE mesmo disse: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” Apocalipse 3:20. 

Faça a diferença!

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG). Para conhecer outros textos acesse diegonascimento.com.br

Portas fechadas: muito além da maçaneta

Por Diego Nascimento*

Recentemente visitei um país muito conhecido por suas parcerias com o Brasil. Em determinado dia saí pelas ruas com mochila e câmera na mão para registrar a arquitetura local e, se fosse possível, qualquer tipo de monumento que contasse a história dos desbravadores do passado. Depois de algumas horas em campo avistei ao longe o que parecia ser uma igreja; minha aproximação confirmou minhas suspeitas. Era um templo muito bonito e que fazia parte de uma denominação evangélica da Europa. Foi nesse instante que a perplexidade tomou conta do meu coração e em breve você saberá o motivo.

A Bíblia nos mostra que somos Igreja por meio de ações individuais e em grupo. No livro de II Coríntios capítulo 6, verso 16, o apóstolo Paulo ensina claramente a importância de sermos ativos no testemunho e na semeadura do Evangelho: “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”  A Igreja vai além da placa, do registro em cartório, das paredes  e das janelas que dão luz ao sol durante a Escola Bíblia Dominical. Nossa postura tem uma função de extrema importância sobre o que as pessoas “enxergam” quando o assunto tratado é a vida.

E quanto ao templo que falei no início do texto? Estava fechado, literalmente. As trancas não indicavam apenas a ausência de atividades naquele horário mas a extinção dos trabalhos. Uma das abas da porta principal estava quebrada e pude perceber uma infestação de pombos no interior da igreja. Imagem triste mas real. Na Europa, por exemplo, o fechamento de templos e o aluguel/venda das estruturas para outros fins que não sejam eclesiásticos têm se tornado comum. O maior agravante é que não apenas as estruturas de alvenaria estão enfrentando esse desafio: a Igreja individual, representada por aquela pessoa que deveria fazer a diferença, também está se fechando para a Palavra e abrindo lugar para as coisas do mundo.

Que ao longo desse ano tenhamos ainda mais sede de brilhar a luz de Cristo. E não pense que você precisa fazer algo gigante para alcançar esse objetivo. Pequenas ações, pautadas na Bíblia, são capazes de mudar vidas. Ao contrário de templos fechados e de pessoas apáticas ao conteúdo das Sagradas Escrituras, que possamos manter nosso coração de portas abertas para o “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” .

Leitura recomendada: Livro de Efésios, capítulo 5.

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG). Para conhecer outros textos acesse diegonascimento.com.br

Rute: uma mulher de valor

Por Diego Nascimento*

Todos sabem que sou totalmente a favor da mulher no mercado de trabalho e, também, à frente de ministérios dentro da igreja. Salvo em algumas exceções em que os cargos são direcionados apenas aos homens, o público feminino reúne um potencial de grande valia para o compartilhamento do Plano de Salvação de Deus. Em casa as mulheres são, na maioria dos casos, as primeiras a lidar com os raios de sol da alvorada e as responsáveis por apagar a luz na hora do descanso noturno. Na igreja isso não é diferente.

O Velho Testamento reúne passagens que marcaram minha infância e ainda fazem minha mente viajar pelo tempo. Um dos relatos mais incríveis trata de Rute. Viúva e sem ter para onde ir, aquela jovem optou por cuidar de sua sogra que, anos antes, também havia perdido o marido. Vale lembrar que naquela época mulheres nessas condições precisavam enfrentar muitos desafios na luta pela sobrevivência. Ao contrário da cunhada que optou por regressar à terra de origem, Rute viajou com a sogra para buscar trabalho nas fazendas de um parente distante. De forma humilde mas persistente, Rute colhia as sobras do que era retirado pelos empregados da fazenda e por muito tempo essa foi a rotina vivida por ambas.

Ao ordenar que ‘pregássemos o Evangelho a toda criatura’ Jesus não resumiu essa missão aos homens ou às mulheres. Isso mostra que podemos trabalhar em equipe para a honra e a glória de Nosso Deus. Você que está lendo esse texto agora tem a oportunidade de buscar o envolvimento na agenda de atividades que trata de compartilhar as Boas Novas de Cristo. Seja você adolescente ou jovem, PARTICIPE. Não justifique dizendo “ah, vou aguardar mais um tempo para participar da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF).” Viva o momento. Aproveite suas habilidades na escola, na universidade ou em lugares que você têm mais acesso e seja sal e luz.

Rute tem muito a ensinar, independente da faixa etária das servas de Deus. Essa personagem bíblica mostrou o que é respeito, bom senso, persistência, amor ao próximo e temor para com Aquele que criou os céus e a terra. Faça parte desse time!

Mulheres: contamos com vocês!

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG). Para conhecer outros textos acesse diegonascimento.com.br