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A Bíblia, o Natal e a Coca-Cola

Por Diego Nascimento*

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

A Guerra Civil norte-americana traz histórias dramáticas e outras que exibem um claro exemplo de superação. Foi nesse cenário que o farmacêutico John S. Pemberton, residente da cidade de Atlanta, Geórgia, iniciou os estudos de folhas de árvores vindas da América do Sul. Tempos depois, com misturas aqui e ali, Pemberton criou uma bebida que mais tarde se tornaria um dos maiores símbolos mundiais associados ao consumismo.

Se engana quem acha que o farmacêutico ficou milionário. Morreu na penúria e viciado em morfina. Anos antes havia vendido a fórmula para o empresário Asa Griggs Candler, metodista devoto que via no trabalho uma forma de louvar a Deus; foi ele o responsável por criar a Coca-Cola Company. Não demorou muito para que os especialistas em marketing desenvolvessem ferramentas criativas para o posicionamento do produto, associando a bebida refrescante aos momentos de felicidade da vida. Mas o artigo de hoje não contará a história completa desse tão bem-sucedido produto que podemos encontrar facilmente em sua geladeira. A abordagem de hoje trata de um personagem originado dessa empresa: o Papai Noel da forma como o conhecemos.

As campanhas natalinas da Coca tiveram início nos anos de 1920. O que pouca gente sabe é que a figura do bom velhinho de barba branca foi inspirada em Saint Nicholas (São Nicolas) que, ao contrário do que se vê hoje, era magro e usava uma roupa verde. O cartunista Haddon Sundblom, de Michigan, desenvolveu um novo formato ao personagem adicionando um rosto paterno e a cor vermelha ao uniforme. Teve assim início o famoso Papai Noel que marcou a infância de muitos por meio de comerciais de TV, revistas, jornais, outdoors, etc… Agora pense comigo: será que as intensas campanhas de marketing tiveram uma influência tão profunda nas mentes humanas a ponto de ofuscar a celebração do nascimento de Cristo?

O livro de João, Capítulo 3, verso 30, traz o seguinte versículo: “Convém que ELE cresça e eu diminua. ” Esse ensinamento pode ser aplicado em todas as áreas de nossas vidas, incluindo a pessoal e profissional. Não estou dizendo que a Coca-Cola tenha uma culpa isolada pela disseminação da crença no Papai Noel, pelo contrário, devolvo a nós, cristãos, a responsabilidade de proclamar pelos quatro cantos do mundo a “vinda do filho do homem. ” – Mateus, capítulo 24.  A começar por nossas crianças precisamos ensinar, desde cedo, o real sentido do Natal. Cabe a nós fazer o contra ponto daquilo que vem de fora e aos poucos invade nossos corações.

Entre embrulhos e luzes decorativas, façamos brilhar a maior estrela de Dezembro: Cristo Jesus, nosso Senhor!

Com as bençãos de Deus,

Equipe EBD

I Igreja Presbiteriana de Lavras (MG)

  • Diego Nascimento é presbítero da I Igreja Presbiteriana de Lavras. Para conhecer outros textos acesse diegonascimento.com.br
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