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Aqui se faz, aqui se paga?

Por Malba Rodrigues van den Berg

Professora de Adultos na Escola Bíblica Dominical – Igreja Presbiteriana de Lavras.

É comum ouvir–se esse ditado popular em algumas situações e o seu significado seria o seguinte: as pessoas pagam o que fizeram de mal aqui ou depois da morte?

            Em primeiro lugar é bom lembrarmos o que diz o apóstolo Paulo na epístola aos Romanos, cap. 3, verso 23: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Portanto, não há ninguém sem pecado, mesmo as pessoas que parecem muito boas. Todos pecamos por atos, pensamentos e omissões e todos merecemos ser castigados por causa de nossos pecados. No Sermão do Monte em Mateus 6:27, Jesus ensina:” Ouviste o que foi dito (nos 10 mandamentos): não adulterarás. Eu porém, vos digo,qualquer que olhar para uma mulher (ou homem) com intenção impura, no coração já adulterou com ela”. Diante desse ensinamento fica claro que todos somos pecadores e nossa  consciência  nos acusa a todos, dizendo que devemos pagar  por nossos pecados.

            Foi exatamente para resolver esse problema, que Deus mandou seu filho Jesus ao mundo. Quando Jesus morreu na cruz, Ele o fez por toda a humanidade  pecadora. No livro de Isaias 53: 4 e 5 o profeta diz: “Certamente Ele (Jesus) tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si e nós o reputávamos  por aflito, ferido  de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas  transgressões  e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz  estava sobre Ele  e pelas  suas pisaduras fomos sarados”. É verdade porém, que nem todas as pessoas aceitam o sacrifício de Jesus pelos seus pecados  Muitas procuram alcançar a salvação por seus próprios esforços, achando que  o conseguirão. É a maior tolice, pois, tudo que fazemos  de bom não é capaz de pagar a multidão de pecados que cometemos em toda a nossa vida. Jesus deseja apenas que nos arrependamos  e aceitemos seu sacrifício na cruz como suficiente  para remissão dos pecados. Se fizermos isso com toda a sinceridade e humildade Ele nos purificará   dos pecados , nos apresentando  diante de Deus Pai justificados  e livres  da culpa. No evangelho de João 5: 24 lemos as palavras de Jesus: “Em verdade vos digo,quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passa da morte para a vida” Aqueles que não  se arrependem nem crêem em Jesus como salvador, desprezando o seu sacrifício, esses  serão julgados depois da morte e pagarão  pelos seus pecados, dos quais não se arrependeram.

Como entender então, o fato de algumas pessoas sofrerem mais do que outras neste mundo?  Será mesmo? Conhecemos as outras pessoas pela sua aparência externa, não sabemos como é o seu interior, como a mesma se sente. Muitas pessoas  que aparentam estar bem, possuindo  bens materiais, não têm  uma vida interior igual a exterior, sofrem falta de paz, medo da morte, carências afetivas,solidão e outros problemas, enquanto outros que nos parecem sem recursos,, lutando com doenças e problemas pessoais e familiares têm paz interior e podem dizer como o salmista Davi:” Deito e logo pego no sono porque o Senhor me faz  repousar em segurança.” É muito difícil medir  quem  sofre mais neste mundo e se ele pagou  com sofrimento os seus pecados.”

            Outra coisa  que temos que considerar é que nem sempre  o sofrimento é castigo para pagar pecados cometidos. No evangelho  de João 9: 2 e 3, encontramos os discípulos preocupados com a mesma  questão  dos pecados e seu pagamento. Eles perguntam a Jesus acerca de um cego de nascença :”quem pecou, ele ou seus pais para que nascesse cego ?” Jesus respondeu: “ Nem ele  pecou, nem seus pais, mas  foi para que se manifestassem nele as obras de Deus” ou seja, para que Jesus  o curasse.

No livro de Jó encontramos um homem justo, temente a Deus, passando por  enormes  sofrimentos. No final do livro a vida de Jó é restaurada e ele dá seu testemunho com as seguintes palavras:” Antes (dos sofrimentos) eu te  conhecia (Deus) só de ouvir falar,  mas agora  os meus olhos te vêm”  No caso dele,  o sofrimento serviu para que ele conhecesse Deus mais intimamente, percebendo sua bondade apesar de tudo que sofreu.

Muitas vezes o sofrimento é resultado de coisas que nós mesmos fazemos e é conseqüência natural de nossas ações. O apóstolo Paulo na epístola aos Gálatas 6:7 afirma: “Não vos enganeis, de Deus não se zomba: pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” A perda da saúde antes da velhice muitas vezes pode ser conseqüência de vícios e vida desregrada.

Na verdade, não é de nossa competência julgar o que Deus faz, para ver se está sendo justo ou não. Vivemos sujeitos ao tempo cronológico (nascimento, infância, juventude, idade adulta e velhice) e não conseguimos entender o tempo de Deus, não sujeito ao nosso tempo, mas pela fé, sabemos que Ele é sempre justo e nunca age de maneira parcial como nós humanos. Quando não entendemos certas coisas que acontecem, devemos colocar- nos nas mãos de Deus e esperar pacientemente pelo tempo dEle, pois poderemos  vir a entender mais adiante. O apóstolo Paulo também não entendia tudo que via no mundo. Em I Coríntios 13:12 nos diz:”Porque agora  vemos  como em enigma,obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido.” Nesse versículo ele compara nosso conhecimento de Deus,  sua vontade aqui  neste mundo, com um mistério, um enigma, pois nem sempre sabemos entendê – lo totalmemte e afirma  que no Reino de Deus , quando lá chegarmos pela bondade dEle e o sacrifício de Cristo, nós conheceremos tudo  e entenderemos totalmente  a vontade de Deus .

Maranata! Vem Senhor Jesus!

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