Aprenda sobre a Bíblia

Início » 2013 » maio

Arquivo mensal: maio 2013

50 Razões Porque Jesus Veio Morrer por Amor (John Piper)

01. Para absorver a ira de Deus
(Gálatas 3:13; Romanos 3:25; 1 João 4:10)



02. Para agradar ao Pai Celeste
(Isaías 53:10; Efésios 5:2)



03. Para aprender a obediência e ser aperfeiçoado
(Hebreus 5:8; Hebreus 2:10)



04. Para alcançar seu própria ressurreição dos mortos
(Hebreus 13:20-21)



05. Para mostrar a riqueza do amor de Deus e graça para os pecadores
(Romanos 5:7-8; Efésios 1:7)



06. Para mostrar seu próprio amor para conosco
(Efésios 5:2; Efésios 5:25; Gálatas 2:20)



07. Para cancelar as exigências legais da lei contra nós
(Colossenses 2:13)



08. Para tornar-se um resgate por muitos
(Marcos 10:45)



09. Para o perdão dos nossos pecados
(Efésios 1:7; Mateus 26:28)



10. Para fornecer a base para nossa justificação
(Romanos 5:9; Romanos 3:24; Romanos 3:28)


11. Para completar a obediência que se torna nossa Justiça
(Filipenses 2:8; Romanos 5:19; 2 Corintios 5:21; Filipenses 3:9; Romanos 8:34)



12. Para tirar a nossa condenação
(Romanos 8:34)



13. Para abolir a circuncisão e rituais como a base da salvação
(Gálatas 5:11; Gálatas 6:12)



14. Para nos trazer a fé e nos manter fiéis
(Marcos 14:24; Jeremias 32:40)



15. Para nos fazer santos, inocentes, e perfeitos
(Hebreus 10:14; Colossenses 1:22; 1 Corintios 5:7)



16. Para nos dar uma consciência limpa
(Hebreus 9:14)



17. Para obter para nós todas as coisas que são boas para nós
(Romanos 8:32)



18. Para nos curar de doenças físicas e morais
(Isaías 53:5; Mateus 8:16-17)



19. Para dar a vida eterna a todos aqueles que nele crêem
(João 3:16)



20. Para livra-nos do mal presente era
(Gálatas 14)



21. Para nos reconciliar com Deus
(Romanos 5:10)



22. Para trazer-nos a Deus
(1 Pedro 3:18; Efésios 2:13)



23. Para que possamos pertencer a Ele
(Romanos 7:4; 1 Corintios 6:19-20; Atos 20:28)



24. Para nos dar acesso confiante ao Lugar Santíssimo
(Hebreus 10:19)



25. Para se tornar para nós o lugar onde encontramos Deus
(João 2:19-21)



26. Para trazer o sacerdócio do Antigo Testamento ao fim e se tornar o Sumo e Eterno Sacerdote
(Hebreus 7:23-27; Hebreus 9:24-26; Hebreus 10:11-12)



27. Para se tornar um sacerdote simpático e auxiliador
(Hebreus 4:15-16)



28. Para nos libertar da futilidade de nossos ancestrais
(1 Pedro 1:18-19)



29. Para nos libertar da escravidão do pecado
(Hebreus 13:12; Apocalipse 1:5-6)



30. Para que possamos morrer para o pecado e viver para a justiça
(1 Pedro 2:24)



31. Para que possamos morrer para a Lei e dar frutos para Deus
(Romanos 7:4)



32. Para que possamos viver para Cristo e não para nós mesmos
(2 Corintios 5:15)



33. Para fazer a Cruz nosso única vanglória
(Gálatas 6:14)



34. Para que possamos viver pela fé nEle
(Gálatas 2:20)



35. Para dar ao casamento seu sentido mais profundo
(Efésios 5:25)



36. Para criar um povo zeloso por boas obras
(Tito 2:14)



37. Para chamar-nos a seguir seu exemplo de humildade e amor sacrificial
(1 Pedro 2:19-21; Hebreus 12:3-4; Filipenses 2:5-8)



38. Para criar um grupo de seguidores crucificado
(Lucas 9:23; Mateus 10:38)



39. Para nos livrar da escravidão do medo da morte
(Hebreus 2:14-15)



40. Para estarmos com ele logo após a morte
(1 Coríntios5:10; Filipenses 1:21,23; 2 Corintios 5:8)



41. Para garantir a nossa ressurreição dos mortos
(Romanos 6:5; Romanos 8:11; 2 Timóteo 2:11)



42. Para despojar principados e potestades
(Colossenses 2:14-15; 1 João 3:8)



43. Para liberar o poder de Deus no Evangelho
(1 Corintios 1:18; Romanos 1:16)



44. Para destruir a hostilidade entre as etnias
(Efésios 2:14-16)



45. Para resgatar pessoas de toda tribo, língua, povo e nação
(Apocalipse 5:9)



46. Para reunir todas as suas ovelhas ao redor do mundo
(João 11:51-52; João 10:16)



47. Para nos resgatar do Juízo Final
(Hebreus 9:28)



48. Para ganhar a sua alegria e a nossa
(Hebreus 12:2)



49. Para que Ele pudesse ser coroado de glória e honra
(Hebreus 2:9; Filipenses 2:7-9; Apocalipse 5:12)



50. Para mostrar que o pior mal foi intentado por Deus para o bem
(Atos 4:27-28)

Anúncios

Lançamento do século: crente “flex”!

A última moda do mercado é o dito “flex”: já temos carro flex e moto flex. Na realidade o que se quer dizer com “flex”, no caso dos motores, é que ele pode trabalhar com dois ou mais tipos diferentes de combustíveis, ou seja, é flexível. Por exemplo: um carro pode ser abastecido com gasolina e álcool. Isso é bom pois você sempre vai abastecer com o combustível de menor valor ou aquele que apresenta melhor desempenho, dependendo do caso.

A igreja (ah!, a igreja!) também está aderindo à moda. Ou melhor, a igreja não, mas os fieis. Não é difícil encontrar por aí os crentes “flex”. Sim, crente “flex” é aquele que se alimenta de duas, ou mais fontes: ora está na igreja, ora está num centro de macumba (se bem que em alguns casos a gente não consegue distinguir qual é qual), só para citar um exemplo. Há também aqueles que num momento estão em profunda adoração na igreja e num outro momento estão em uma boate, numa balada ou na cama de um motel, sabe lá com quem. É assim, tudo simples, fácil e gostoso. É o crente “flex”.

A igreja, ou melhor, as ovelhas nada mais são do que reflexo de seus líderes. Os líderes “flex” já existem há muito tempo. Desde que tornaram o evangelho “flex”, tudo tem sido assim. O líder “flex” é aquele que não se importa com o que prega, ou melhor, se importa em pregar aquilo que o povo gosta, que o povo quer ouvir. Já não busca mais inspiração na Bíblia, mas em DVD’s, livros e treinamentos mundanos, que valorizam o ser humano, que o enchem de esperança, uma esperança vazia, nas coisas deste mundo. Mas quem se importa? É isso que os homens querem ouvir. O evangelho “flex” é aquele que não fala de salvação, de arrependimento, de mudança de vida, do sacríficio de Jesus. Evangelho “flex” é aquele que diz que você é um vencedor, que você pode, ou melhor, deve exigir de Deus o melhor desta terra, que você não pode sofrer, que tem que ser rico, bem sucedido (nos moldes do mundo) enfim, o evangelho “flex” é o oposto do Evangelho de Jesus Cristo.

O Evangelho que conheço, que Jesus pregou, nos ensina que: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24). Há, aqui, espaço para o “flex”? Ou eu estou exagerando?. Ah!, Jesus também disse: “entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7:13). Flex? Não!!! Tem mais. Alertou Paulo à Timóteo: ” Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (II Timóteo 2:4) – ou você milita ou você se embaraça. Poderia citar outros tantos exemplos bíblicos aqui da não-flexibilidade do Evangelho mas quero desafiá-lo, querido leitor, a procurar na Palavra de Deus exemplos de postura “flex” diante de Deus, caso você pense que servir a Deus é assim, com flexibilidade.

Nestes últimos dias de tempos trabalhosos, que há homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, que têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela*, nossa vigilância e dependência do Senhor tem que se redobrada, para não cairmos em ciladas. Modismos existem e sempre existirão mas creio também que sempre haverá um povo que milite pela verdade, verdadeiros atalaias tocando a trombeta da verdade, que não se flexibilizam, mas perserevam na verdadeira doutrina de Cristo.

No mais, oremos por um recall santo, onde os crentes troquem seu motor”total flex” por um 100% Jesus!

N’Ele,

Danilo Miguel

Aniversário UMP 2013

Aniversário UMP 2013

Quatro exemplos de humildade, de interesse pelos outros (Fp 2.3-4)

Por T. Zambelli

O capítulo 2 de Filipenses nos ensina a irmos além de nossos interesses, de buscarmos os interesses de nossos próximos (dos outros) – v.4. Para isso, Paulo usa uma palavra chave no v.3, que destaco:

Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.

Não creio que foi por acaso os exemplos vívidos de humildade que Paulo compartilha neste capítulo. São eles:

Jesus

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! (vv. 5-8)
 

 

Este foi e é o maior exemplo da história sobre humildade. O próprio Deus se condicionou à posição de homem, tendo sido acusado, torturado e morto por causa de pecados que Ele não cometeu. Ele fez isso em favor do mundo (Jo 3.16)!

Paulo

Contudo, mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida sobre o serviço que provém da fé que vocês têm, o sacrifício que oferecem a Deus, estou alegre e me regozijo com todos vocês. Estejam vocês também alegres, e regozijem-se comigo. (vv.17-18)

 

Paulo foi diversas vezes espancado por amar a igreja e propagar a verdade do Evangelho (cf. 1Co 11). Ele se comparou como sendo um sacrifício em benefício à igreja de Filipos.

Timóteo

Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timóteo brevemente, para que eu também me sinta animado quando receber notícias de vocês. Não tenho ninguém como ele, que tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês, pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. (vv. 19-21)

 

Paulo diz que Timóteo é o único apropriado para ser enviado aos filipenses, pois, diferentemente dele, todos buscam os seus próprios interesses! Timóteo sinceramente buscava o bem estar dos filipenses.

Epafrodito

Contudo, penso que será necessário enviar-lhes de volta Epafrodito, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas, mensageiro que vocês enviaram para atender às minhas necessidades. Pois ele tem saudade de todos vocês e está angustiado porque ficaram sabendo que ele esteve doente. De fato, ficou doente e quase morreu. Mas Deus teve misericórdia dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, logo o enviarei, para que, quando o virem novamente, fiquem alegres e eu tenha menos tristeza. E peço que vocês o recebam no Senhor com grande alegria e honrem a homens como este, porque ele quase morreu por amor à causa de Cristo, arriscando a vida para suprir a ajuda que vocês não me podiam dar. (vv. 25-30)

 

Note a mente de Epafrodito: ele não fica angustiado porque estava doente, mas porque souberam que ele mesmo estava doente. Sua preocupação era com os irmãos que haviam descoberto que ele adoecera e não com sua saúde ou doença.
 
Seu problema de saúde quase o levou à morte, no entanto, nas palavras de Paulo, Deus foi misericordioso com ele e com o próprio apóstolo. Epafrodito se colocou à disposição e servia para suprir uma necessidade que a igreja de Filipos não podia dar. Ele buscava tanto o interesse da igreja de Filipos em ajudar Paulo, quanto a necessidade de Paulo em ser ajudado.
 
Conclusão:
 
Você quer ser um exemplo de humildade e mudar o paradigma de pensar somente em seus próprios interesses? Ore refletindo com o SENHOR nestes quatro exemplos de humildade:
  1. Cristo, que morreu pensando no mundo;
  2. Paulo, que sofreu em favor da igreja;
  3. Timóteo, que serviu ao lado de Paulo com interesses sinceros pelo bem estar dos outros;
  4. Epafrodito, que arriscou sua vida para completar um serviço da igreja de Filipos a Paulo.
 
Que a sua e minha disposição de mudança sejam sinceras. Que nossa busca pelo interesse dos outros seja honestas e nosso coração seja direcionado a cumprir com os propósitos de nosso Criador.
 
“Comece por mim, SENHOR!”

Citações para memorizar

Citações para memorizar – diversos pensadores cristãos

“Há uma doce teologia do coração que só se aprende na escola da renúncia.” A. W. Tozer
 
“O herege é ovelha na lã, raposa nas entranhas e lobo nas obras.” Bernardo de Claraval
 
“As doutrinas da graça humilha o homem sem degrada-lo e o exalta sem infla-lo.” Charles Hodge
 
“Pecados tratados com carinho te custarão caro.” Horatius Bonar 
 
“A conversão não é um processo suave e fácil como algumas pessoas imaginam; se assim fosse, o coração do homem jamais seria comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado.” John Bunyan
 
 “Não temo a tirania do homem nem o que o diabo possa inventar contra mim.” John Knox
 
“Embora minha memória desvaneça, lembro-me claramente de duas coisas: Eu sou um grande pecador e Cristo é um grande Salvador.” John Newton
 
“Quando chegar ao céu, verei ali três coisas impressionantes: a primeira será ver muita gente que não esperava ver ali; a segunda será não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira e mais maravilhosa de todas, será encontrar a mim mesmo ali.” John Newton
 
 “A adoção dá-nos o privilégio de filhos; a regeneração, a natureza de filhos.” Stephen Charnock
 
“Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!” Tertuliano
 
“Muitos dão graças a Deus quando Ele dá. Jó deu graças a Deus quando Ele lhe tirou.” Thomas Watson
 
“A Eleição se torna evidente na vida (1 Ts 1.4). Isso não significa que alguém tenha o direito de consignar seu próximo para o inferno ou chamá-lo de réprobo: Deus vê o coração; nós, não. Além disso, nós não somos infalivelmente inspirados, como foi o ensino de Paulo. Pode haver uma conversão no leito de morte…” William Hendriksen
 
(Extraído)

John Wycliffe: O amor de Cristo nos constrange

Por Franklin Ferreira
 
Uma igreja em declínio
Durante o século XV houve algumas tentativas de reforma da igreja, mas esta reforma não era dirigida contra as questões doutrinárias, mas mais contra a vida religiosa na prática, em particular contra os abusos presentes na igreja medieval. Ao mesmo tempo, houve outro movimento de reforma muito mais radical, que não se contentava em atacar questões referentes à vida e aos costumes, mas queria corrigir também as doutrinas da igreja, ajustando-as à mensagem do evangelho. Entre os que seguiram este caminho, os que mais se destacaram foram John Wycliffe e Jan Huss (1370-1415). Wycliffe viveu durante a época do “cativeiro babilônico” do papado (quando o papado foi estabelecido em Avignon, na França), e no início do “Grande Cisma” (que começou em 1378, quando dois papas rivais tentaram exercer autoridade sobre a igreja). Estes homens prepararam o caminho para a reforma protestante do século XVI.

A época em que Wycliffe viveu era caracterizada pela incerteza e pressões comuns à nossa época. A “peste negra” varreu a Inglaterra e a Europa e, em alguns lugares, um terço da população foi morta. O que ficou conhecido como a “Guerra dos Cem Anos” entre a Inglaterra e a França minou energias e recursos. A igreja possuía mais de um terço das terras da Inglaterra. O clero era normalmente inculto e imoral. Altos cargos na igreja eram comprados ou dados como favores políticos. Aos ingleses desagradava enviar dinheiro para um papa em Avignon, que estava sob influência do inimigo da Inglaterra, o rei da França. O controle dos salários relegava os pobres a uma existência marginalizada e conduziu à violenta Revolta dos Camponeses na Inglaterra, em 1381.

Um erudito cristão
 
Sabemos muito pouco da juventude de John Wycliffe, que nasceu em cerca de 1328, em uma rica família inglesa, em Hipswell, no Condado de Yorkshire. Parece que ele teve uma infância típica em uma pequena aldeia da Inglaterra, e uma juventude dedicada quase exclusivamente ao estudo. Ele começou sua vida acadêmica aos treze anos, indo estudar na Universidade de Oxford, no Balliol College. A Universidade de Oxford tinha alcançado grande reconhecimento, tendo sido considerada por muitos como a principal universidade na Europa. Tristemente, naquela época, em lugar de estudar as Escrituras, os homens gastavam o tempo estudando filósofos como Tomás de Aquino (c. 1224-1274) e John Duns Scotus (1265-1308). Porém havido um homem realmente cristão que era professor no Balliol College. O nome dele era Tomás de Bradwardine (falecido em 1349). Ele estava terminando sua carreira aproximadamente ao mesmo tempo em que Wycliffe estava começando a sua. Bradwardine estava pronto aceitar o que Deus tinha revelado em sua Palavra. Ele viu o caminho que outros perderam. Ele ensinou a verdade do Evangelho que Deus salva os homens de seus pecados por meio de sua livre graça. Luz começou a raiar na Europa por causa deste grande homem.
 
Wycliffe continuou seus estudos, financiando-os de uma forma duvidosa, mas de modo muito comum em sua época – aceitou um ofício pastoral e o salário atribuído a ele, mas sem cumprir suas obrigações. Isto possibilitou continuar sua carreira acadêmica em Oxford, recebendo seu doutorado em 1372, quando se tornou um dos mais brilhantes teólogos e filósofos de sua época.
 
Wycliffe saiu da universidade em 1371, para se colocar a serviço da coroa, ajudado pelo poderoso John de Gaunt, o Duque de Lancaster, filho de Eduardo III. Gaunt foi o governante de fato da Inglaterra, entre 1377 a 1381, depois da morte do pai, enquanto Ricardo II não tinha idade suficiente para reinar. Na época, havia tensões entre o trono inglês e o papado romano, particularmente com referência a certos impostos que o papado estava exigindo da Inglaterra. Wycliffe saiu em defesa da coroa, atacando a teoria que dizia que o poder temporal (estatal) se origina do espiritual (eclesiástico). Ele participou também de uma embaixada em 1375, em Bruges, na Bélgica, em que discutiu com os legados do papa os pontos em debate. Parece que sua lógica inflexível, aliado a sua falta de senso da realidade política, tornava-o pouco apto para o serviço diplomático, e por isto ele não voltou a ser enviado em missões semelhantes. A partir de então ele foi usado principalmente como um polemista demolidor, que o estado inglês empregava contra seus inimigos da igreja.
 
Este debate em que se envolveu, somada ao escândalo do “Grande Cisma”, o conduziu a posições cada vez mais ousadas, atacando não apenas o papa e os poderosos senhores da igreja, mas também os poderosos do estado. Em seu entendimento, assim como o poder espiritual tinha seus limites, o temporal também os tinha. Ele também argumentou que apenas o governante piedoso pode exercer a autoridade corretamente, e que governantes ímpios não tem autoridade legítima – sejam eles nobres, reis ou papas. Por causa disto, os nobres que antes o apoiavam foram se separando dele, deixando-o cada vez mais só.
 
 
Um crítico da Igreja
 
Wycliffe então voltou para a Universidade de Oxford, onde tinha muitos seguidores e admiradores. Mas também ali o cerco se fechava. Ele tem sido chamado de a “estrela da manhã da Reforma”, porque audaciosamente questionou a autoridade papal, criticou a venda de indulgências (a qual supostamente libertava as pessoas do castigo do purgatório), falou abertamente contra a hierarquia eclesiástica e negou a realidade da transubstanciação – a igreja romana dizia que a substância do pão e do vinho é mudada em corpo e sangue de Jesus Cristo durante a missa. Ele entendia que a substância dos elementos era indestrutível e que Cristo estava apenas espiritualmente presente no sacramento. Em suas palavras, “quando vemos a hóstia não devemos crer que ela própria é o corpo de Cristo, mas que o corpo de Cristo está sacramentalmente escondido nela… A nós cristãos é permitido negar que o pão que consagramos é idêntico ao corpo de Cristo, embora seja ele um sinal eficiente dele… [Aqueles que identificam] falham em distinguir entre a figura e a coisa figurada e em considerar o significado figurativo… O receber espiritual do corpo de Cristo consiste não num receber corpóreo, no mastigar ou tocar da hóstia consagrada, mas no alimentar da alma de fé frutífera conforme a qual nosso espírito é alimentado no Senhor… Porque nada é mais horrível do que a necessidade de comer a carne materialmente e o beber o sangue materialmente de um homem amado [Jesus Cristo] tão claramente” (A Eucaristia 1:2, 11; 7:58; 1:15). Se adotada, a posição de Wycliffe significaria que o sacerdote não mais reteria a salvação de alguém por ter em suas mãos o corpo e o sangue de Cristo na comunhão. A posição de Wycliffe não é totalmente clara, e tem sido reclamada tanto pelos seguidores de Martinho Lutero como pelos de João Calvino.
 
Seus ataques contra os monges (as ordens monásticas eram comprometidas com a pobreza, mas toda a sua considerável riqueza era mantida de forma injusta, não lhes pertencendo de forma legítima), que tinham começado anos antes, lhe valeram muitos inimigos. Em 1377, o papa Gregório XI condenou John Wycliffe por seus ensinamentos e pediu que a Universidade de Oxford o demitisse. Por instigação do arcebispo de Canterbury, Simon de Sudbury, o reitor da universidade convocou uma assembléia para discutir os ensinos de Wycliffe sobre a ceia, e esta assembléia o condenou por estreita margem de votos, em 1380. Mesmo assim, muitos em Oxford ainda o defendiam, e as autoridades não se atreviam a tomar atitudes contra ele. Durante vários meses ele esteve preso em sua casa, privado da liberdade, mas com permissão para continuar escrevendo seus livros, cada vez mais agressivos. Em 1381, a Revolta dos Camponeses na Inglaterra forçou a igreja e os nobres a cooperarem entre si na restauração da lei e da ordem. Embora Wycliffe não estivesse envolvido na rebelião, aqueles que se opunham a ele alegavam que a revolta fora resultado de seus ensinos. Aproveitando-se da situação, os líderes da igreja inglesa forçaram seus seguidores a saírem de Oxford.
 
 
Tradutor das Escrituras
 
Por causa das pressões de um velho inimigo, William Courtenay, que era bispo de Londres, Wycliffe se retirou para a igreja paroquial de Lutterworth, perto de Rugby, em 1382. Com o passar dos anos, ele foi dando cada vez mais ênfase na autoridade das Escrituras, em detrimento da autoridade do papa e das tradições eclesiásticas. Ele entendia que as Escrituras pertencem à igreja, e por isto devem ser interpretadas dentro dela e por ela. Para ele, as Escrituras contém tudo que é necessário para a salvação, sem qualquer necessidade de tradições adicionais.
 
Além disto, ele acreditava que o melhor caminho para prevalecer em sua luta contra a autoridade abusiva da igreja católica era tornar a Bíblia acessível às pessoas em sua própria língua. Desse modo, poderiam ler por si mesmas acerca da forma como cada uma poderia ter um relacionamento pessoal com Deus através de Jesus Cristo – independente de qualquer autoridade eclesiástica. Como ele disse: “As palavras de Deus darão aos homens nova vida mais do que as outras palavras lidas por mero prazer. Oh, maravilhoso poder da Divina Semente que vence homens fortes e armados, amacia os corações duros e renova e transforma em homens piedosos aqueles que tinham sido brutalizados pelos pecados, e se afastaram infinitamente de Deus. Obviamente tal miraculoso poder nunca poderia ser operado pelo trabalho de um sacerdote, se o Espírito da Vida, e a Eterna Palavra, acima de qualquer outra coisa, não operassem”. Em 1382, atacou a autoridade do papa, dizendo num livro que Cristo e não o papa era o chefe da igreja. Afirmou que a Escritura e não a igreja era a autoridade única para o crente e que a igreja romana deveria se modelar segundo o padrão da igreja do Novo Testamento.
 
Em Lutterworth, Wycliffe e alguns de seus antigos alunos, completaram a tradução do Novo Testamento por volta de 1380 e o Antigo Testamento em 1382. Enquanto Wycliffe concentrava seus esforços no Novo Testamento, um de seus amigos, Nicolau de Hereford, trabalhava sob sua supervisão na tradução do Antigo Testamento. Wycliffe e seus companheiros, por não conhecerem o hebraico e o grego originais, traduziram o texto do latim para o inglês – usando a tradução latina de Jerônimo, escrita à mão a mais de 100 anos. Um dos amigos mais chegados de Wycliffe, John Purvey (c. 1353-1428), continuou a obra de Wycliffe, lançando, em 1388, uma revisão de sua tradução. Purvey era um erudito, e seu trabalho foi muito bem recebido por sua geração e pelas que se seguiram. Menos de um século depois, a edição revista de Purvey havia substituído a Bíblia inicial de Wycliffe. Eles foram os primeiros ingleses a traduzir toda a Bíblia do latim para o inglês.
 
Outros de seus escritos, além dos seus trabalhos sobre os problemas da Igreja e do Estado, incluíam tratados de lógica e metafísica e numerosos livros e sermões teológicos. Em um sermão intitulado “O amor de Jesus” ele expressa de forma comovente seu amor por Cristo, que o constrangeu a se lançar à obra de reforma da igreja: “A não ser que um homem seja primeiro purificado por provações e tristezas, ele não pode alcançar a doçura do amor de Deus. Oh, tu amor eterno, inflama minha mente para que eu ame a Deus, que incendeie tudo, menos o Seu chamado. Oh, bom Jesus! Quem mais poderia me dar o que sinto de Ti. Agora, Tu deves ser sentido, e não visto. Entra nos mais íntimos recessos da minha alma; entra no meu coração e enche-o completamente com Tua claríssima doçura; faze com que minha mente beba profundamente do forte vinho do Teu doce amor; pois somente Tua presença é para mim consolo ou conforto, e só Tua ausência me deixa entristecido. Oh, Tu, Santo Espírito, que sopras onde queres, entra em mim, atrai-me a Ti, para que eu possa desprezar e ter em nada em meu coração todas as coisas deste mundo. Inflama o meu coração com o Teu amor que para sempre arderá sobre o Teu altar. Vem, eu te imploro, doce e verdadeira alegria; vem doçura tão desejável; vem meu amado, que és todo o meu conforto”. Esse amor deveria ser uma força impulsora para todos os cristãos hoje.
 
 
Precursor da Reforma
 
E foi também por este amor que, em pouco tempo, o país se viu invadido pelos “lolardos”, ou “pregadores pobres”. Vários dos seus discípulos se dedicaram a divulgar suas doutrinas entre o povo, ainda durante a vida do mestre de Oxford. As doutrinas dos “lolardos” eram claras: A Bíblia deveria ser colocada à disposição do povo em seu próprio idioma. As distinções entre o clero e os leigos, com base no rito de ordenação eram contrárias às Escrituras. Clérigos injustos deveriam ser desobedecidos. A principal função dos ministros de Deus deveria ser pregar, e eles deveriam ser proibidos de ocupar cargos públicos, pois “ninguém pode servir a dois senhores”. Além disto o celibato de sacerdotes e monges era uma abominação que produzia imoralidade, aberrações sexuais, abortos e infanticídios. O culto às imagens, as peregrinações, as orações em favor dos mortos e a doutrina da transubstanciação eram pura magia e superstição.
 
Os “lolardos” incluíam estudantes da Universidade de Oxford, pequenos proprietários e muitos pobres das áreas rurais e urbanas. A igreja romana, através de uma declaração apoiada pelo Parlamento, em 1401, passou a perseguir e castigar com a pena de morte a pregação dos “lolardos”. Alguns estudiosos acham que esta perseguição foi eficaz na destruição do movimento até o fim do século XV. Outros argumentam que a influência deste grupo foi preservada em certos lugares e inspiraram a Reforma no século XVI. Mas a influência de Wycliffe foi muito mais forte na Europa continental. O casamento de Ricardo II, da Inglaterra, com Anne da Boêmia, firmou vínculos espirituais com a Boêmia (atual República Tcheca). Pela influência da rainha, os trabalhos de Wycliffe foram levados para a Boêmia, onde Jan Huss foi grandemente influenciado por eles. Suas idéias foram levadas para este país através de estudantes tchecos que estudavam na Universidade de Oxford (entre eles, Jerônimo de Praga), lançando os fundamentos dos ensinos de Huss. Através de sua influência na Boêmia, Wycliffe realmente foi um precursor da Reforma protestante.
 
Wycliffe continuou escrevendo até sua morte, no Natal de 1384, em conseqüência de um derrame cerebral. Já que faleceu estando em comunhão com a igreja, protegido da fúria da igreja por seus amigos ligados à nobreza, ele foi enterrado em terreno consagrado. Mas sua influência continuou tão forte que os ensinos de Wycliffe foram formalmente condenados, no concílio de Constança (1414-1418), trinta anos mais tarde. Ordens foram dadas para que seus escritos fossem destruídos, desenterraram seus ossos, queimaram-nos e lançaram suas cinzas no rio Swift. De qualquer maneira, as autoridades pensaram que, ao queimar seus restos mortais, eles poderiam apagar sua memória. Mas tais ações não poderiam parar a fome pela Palavra de Deus e pela verdade.
 
Como disse o historiador Thomas Fuller: “Eles queimara seus ossos até às cinzas / e as lançaram na correnteza, / um riacho próximo que corria velozmente. / Assim o riacho levou as cinzas para o Avon, / o Avon para o Severn; o Severn para os mares estreitos; / e eles para o oceano. E assim as cinzas de Wycliffe são o emblema da sua doutrina / que agora está espalhada para o mundo todo”. Uma grande organização evangélica missionária, fundada em 1942, recebeu seu nome, e, em cooperação com outros ministérios semelhantes, os tradutores da “Associação Wycliffe para Tradução da Bíblia” (Wycliffe Bible Translators) almejam traduzir a Bíblia para cada uma das 2.500 línguas restantes sobre a Terra que não têm as Sagradas Escrituras.

5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo (Paul Tripp)

É importante reconhecer o fruto de autoglorificar-se em você e em seu ministério. Que Deus use esta lista para lhe conceder sabedoria diagnóstica. Que ele use esta lista para expor seu coração e redirecionar seu ministério.

Autoglorificar-se fará com que você:

1. Ostente em público o que deveria ser mantido em particular.

Os fariseus são um vívido exemplo primário para nós. Porque eles viam suas vidas como gloriosas, eles eram ligeiros em ostentar essa glória diante dos olhos de quem estivesse vendo. Quanto mais você pensa que você já chegou lá, e quanto menos você vê a si mesmo como necessitando de graça resgatadora, mais você tenderá à autorreferência e à autocongratulação. Por você estar atento à autoglorificação, você vai trabalhar para conseguir maior glória mesmo quando não estiver consciente de que está fazendo isso. Você tenderá a contar histórias pessoais que fazem de você o herói. Você encontrará maneiras, em cenários públicos, de falar de atos privados de fé. Por você se achar digno de aplausos, você buscará os aplausos de outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como “piedoso”.

Eu sei que a maioria dos pastores lendo esta coluna pensarão que nunca fariam isso. Mas estou convencido de que há mais “desfile de piedade” no ministério pastoral do que tendemos a pensar. Esta é uma das razões pelas quais eu acho conferências pastorais, reuniões de presbitério, assembleias gerais, convenções, e reuniões de plantação de igreja desconfortáveis às vezes. Após uma sessão ao redor da mesa, essas reuniões podem se degenerar a um “concurso de cuspe” de ministério pastoral, onde somos tentados a menos do que honestos sobre o que de fato está acontecendo em nossos corações e em nossos ministérios. Após celebrar a glória da graça do evangelho, há demasiado recebimento de glória autocongratulatória por pessoas que parecem precisar de mais aplausos do que merecem.

2. Seja demasiadamente autorreferente

Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isso, todos nós já ficamos desconfortáveis com isso, e todos nós já fizemos isso. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito de si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar mais de suas próprias opiniões do que das opiniões dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que suas histórias são mais interessantes e cativantes do que as dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que eles sabem e entendem mais do que os outros. Pessoas orgulhosas pensam que conquistaram o direito de serem ouvidas. Pessoas orgulhosas, por basicamente terem orgulho do que sabem e do que fizeram, falam muito sobre ambos. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas fraquezas. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas falhas. Pessoas orgulhosas não confessam pecado. Então pessoas orgulhosas são melhores em colocar os holofotes sobre si mesmas do que em refletir a luz de suas histórias e opiniões de volta para a gloriosa e completamente imerecida graça de Deus.

3. Fale quando deveria ficar calado.

Quando você pensa que já chegou lá, você é bem orgulhoso e confiante de suas opiniões. Você confia em suas opiniões, então você não está tão interessado nas opiniões dos outros quanto deveria estar. Você tenderá a querer que seus pensamentos, perspectivas e pontos de vista vençam em qualquer reunião ou conversa. Isso significa que você estará muito mais confortável do que você deveria estar com dominar um grupo com sua conversa. Você falhará em ver que na multidão de conselhos há sabedoria. Você falhará em ver o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida. Você falhará em reconhecer suas tendências e sua cegueira espiritual. Você não irá a reuniões formais ou informais com um senso pessoal de necessidade do que os outros têm a oferecer, e você controlará a conversa mais do que deveria.

4. Fique quieto quando deveria falar.

A autoglorificação pode ir para o outro lado também. Líderes que são muito autoconfiantes, que involuntariamente atribuem a si mesmos o que poderia apenas ser efetuado pela graça, frequentemente veem reuniões como uma perda de tempo. Por serem orgulhosos, eles são muito independentes, então as reuniões tendem a ser vistas como uma interrupção irritante e inútil de uma agenda ministerial já sobrecarregada. Por causa disso, ou eles acabarão com todas as reuniões ou as tolerarão, tentando finalizá-las o mais rápido possível. Então eles não lançam suas ideias para consideração e avaliação porque, francamente, eles não acham que precisam. E quando suas ideias estão na mesa e sendo debatidas, eles não entram na briga, porque eles pensam que o que eles opinaram ou propuseram simplesmente não precisa de defesa. A autoglorificação fará com que você fale demais quando você deveria ouvir, e com que você não sinta necessidade de falar quando você certamente deveria.

5. Se importe demais com o que os outros pensam de você.

Quando você caiu no pensamento de que você é alguma coisa, você quer que as pessoas reconheçam esse “alguma coisa”. Novamente, você vê isso nos fariseus: avaliações pessoais de autoglorificação sempre levam a um comportamento de busca por glória. Pessoas que pensam que chegaram a algum lugar podem se tornar hipersensíveis a como outras pessoas reagem a elas. Por você ser hipervigilante, observando a maneira pela qual as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem sequer percebe como você faz as coisas por autoaclamação.

É triste, mas frequentemente ministramos o evangelho de Jesus Cristo por causa de nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou a redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu já fiz isso. Eu já pensei durante a preparação de um sermão que um certo ponto, colocado de certa maneira, poderia ganhar um detrator e eu já fiquei observando à procura da reação das pessoas enquanto eu pregava. Nesses momentos, na pregação e na preparação de um sermão, eu abandonei meu chamado como embaixador da eterna glória de outro pelo propósito de conseguir para mim o louvor temporário dos homens.

Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com