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Arquivo mensal: março 2013

Páscoa, o livramento da morte

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
A Páscoa ocupa um lugar central nas Escrituras. No Antigo Testamento a Páscoa fala da libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito. Esta bela e dramática história está registrada em Êxodo 12. No Novo Testamento a Páscoa refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Deus tirou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro. Deus nos tirou do cativeiro do pecado pelo sangue de Jesus. A morte do cordeiro na páscoa judaica era um tipo da morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Algumas lições podem ser destacadas para o nosso ensino:
1. O livramento da morte depende da morte do Cordeiro (Ex 12.4-6) – Quando a Páscoa foi instituída, Deus ordenou a Moisés que cada família se reunisse para matar o cordeiro e aspergir as ombreiras da porta com o sangue. O anjo do Senhor passaria naquela noite e vendo o sangue passaria por alto e não feriria de morte o primogênito. Todos os primogênitos do Egito morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro. Não foi a vida do cordeiro, mas sua morte que trouxe livramento para os israelitas. Assim, também, somos libertos da morte pela morte de Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal.
2. O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do sangue (Ex 12.7,13,14) – A libertação da morte dependeu não apenas da morte do cordeiro, mas também, do seu sangue aspergido nas ombreiras das portas. Precisamos estar debaixo do sangue de Cristo para sermos salvos. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e justificados.
3. Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro (Ex 12.8-12) – Aqueles que foram salvos pelo sangue alimentaram-se do cordeiro. Reunidos em famílias os israelitas se fortaleceram para a caminhada, comendo a carne do cordeiro com ervas amargas. Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Ele é o alimento para a nossa alma. A Páscoa judaica foi substituída pela Ceia do Senhor. O pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o seu sangue. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor. O pão e o vinho não se transubstanciam em corpo de Cristo como ensina o dogma romano nem Cristo está presente fisicamente neles, como pensava Lutero. Cristo está presente na Ceia espiritualmente e dele nos alimentamos espiritualmente.
4. Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade (Ex 12.15-20) –Durante a celebração da Páscoa judaica, os israelitas não podiam ter nenhuma espécie de fermento em casa nem comer pão levedado. O fermento é um símbolo da contaminação do pecado. Precisamos examinar a nós mesmos antes de comermos o pão e bebermos o cálice. O propósito do auto-exame não é para fugirmos da Ceia por causa do pecado, mas fugirmos do pecado por causa da Ceia. Não podemos participar dignamente da Ceia do Senhor agasalhando pecado no coração. Não podemos participar da Ceia dignamente hospedando no coração qualquer sentimento de hostilidade ou rancor pelos irmãos. A igreja precisa ser uma comunidade de santidade, amor e perdão, antes de ser uma comunidade de celebração.
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Heróis do Evangelho Pouco Conhecidos

“Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém” (Gl 6.2-4, NVI).

Por Norbert Lieth

A Igreja é designada de corpo de Cristo. Esse corpo é formado por muitos membros. Cada um tem sua função. Por isso, cada membro é importante. Somente no nosso inter-relacionamento funcionamos plenamente. Se um membro cai, todo o corpo fica deficiente. O corpo de Cristo somente funciona com excelência quando todos os membros cooperam uns com os outros.

O livro de Atos dos Apóstolos é a história dos grandes feitos dos apóstolos. Mas, lado a lado com esses homens famosos houve muitos outros heróis anônimos, homens e mulheres pouco conhecidos, que trabalharam nos bastidores e quase não foram notados.

Os cinco diáconos sem nome: trabalho nos bastidores

“Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia” (At 6.3-5).

Todos nós conhecemos Estêvão e Filipe. Mas havia mais cinco diáconos que realizaram um trabalho igualmente importante para a igreja primitiva. Seu ministério diaconal amoroso e prático liberou os apóstolos de diversas tarefas, permitindo que cumprissem com sua incumbência de pregar o Evangelho. O trabalho desses homens quase não era percebido, mas tinha grande importância para o funcionamento do corpo de Cristo. O mesmo se dá com aqueles apóstolos que não são mencionados outras vezes no decorrer do avanço do Evangelho (por exemplo: Tomé, André, Filipe, Simão, o Zelote, Judas, filho de Tiago, Bartolomeu, Tiago, filho de Alfeu, etc.). O Senhor Jesus havia declarado acerca de todos os Seus discípulos: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós” (Jo 17.9-11).

Querido leitor, querida leitora, mesmo que você não pregue, o trabalho que você faz nos bastidores é importante quando contribui para propagar o Evangelho que outros pregam!

Ananias: obediência nas coisas pequenas

Mesmo que você não pregue, o trabalho que você faz nos bastidores é importante quando contribui para propagar o Evangelho que outros pregam!

“Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista” (At 9.10-12).

Ananias não se tornou uma personalidade conhecida como Paulo, Pedro ou Tiago. Mas, por sua obediência, ele foi a chave que o Senhor usou para introduzir Saulo (Paulo) na obra do Senhor.

É justamente a obediência nas pequenas coisas que faz com que a obra do Senhor cresça e se torne grandiosa.

Lídia: o valor da hospitalidade

“Depois de (Lídia) ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso… Tendo-se (eles) retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram. Então, partiram” (At 16.15,40).

Lídia se converteu, e logo abriu sua casa para Paulo e seus cooperadores. Ali, na sua casa, eles encontravam repouso e restauração. A partir dela, muitas pessoas vieram a se tornar cristãs e ali Filipe fundou uma igreja. A hospitalidade tem valor inestimável, assim como o encorajamento mútuo. Irmãos em Cristo têm seus fardos aliviados com essas práticas cristãs.

Jasom: empenho altruísta

“Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, os quais Jasom hospedou. Todos estes procederam contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvirem estas palavras; contudo, soltaram Jasom e os mais, após terem recebido deles a fiança estipulada” (At 17.5-9).

“Jasom os hospedou” é uma boa acusação, não é mesmo? Ele pôs sua vida em jogo por causa do Evangelho, sem discursos poderosos, mas simplesmente colocando sua casa à disposição dos judeus que haviam se tornado crentes em Jesus. O que arriscamos por Jesus?

O sobrinho de Paulo: coragem exemplar

“Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele (de Paulo), disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma. Quando amanheceu, os judeus se reuniram e, sob anátema, juraram que não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem Paulo. Mas o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido a trama, foi, entrou na fortaleza e de tudo avisou a Paulo” (At 23.11-12,16).

O Senhor pode usar qualquer pessoa, independentemente de sua idade, crentes jovens ou velhos, mas obedientes e destemidos.

O nome desse sobrinho de Paulo não é citado no texto bíblico. Presume-se que Paulo foi expulso de sua família quando se converteu a Jesus (veja Fp 3.8). Mas esse sobrinho, de alguma forma, tinha simpatia por Paulo. Familiares podiam visitar prisioneiros que tivessem a cidadania romana (At 24.23), e o sobrinho fez uso desse privilégio. Deus poderia simplesmente ter arrebatado Paulo, assim como fez com Filipe (At 8.39). Porém, Ele não o fez, para mostrar como é importante nossa cooperação na realização da Sua vontade. Deus poderia ter enviado um anjo, mas usou o sobrinho de Paulo para salvar a vida do apóstolo. Esse jovem teve a coragem de revelar um plano assassino. O Senhor pode usar qualquer pessoa, independentemente de sua idade, crentes jovens ou velhos, mas obedientes e destemidos. O jovem que ajudou Paulo foi corajoso por não seguir com a massa e não compartilhar da opinião da maioria.

Júlio: interferência resoluta

“Quando foi decidido que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da Coorte imperial. O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse; mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra” (At 27.1,42-43).

O centurião Júlio salvou a vida de Paulo quando outros soldados queriam matá-lo. Com isso, o Evangelho chegou a seu destino, a Roma. Você, ao se empenhar com resolução e coragem, também contribui para que o Evangelho seja difundido, independentemente de seu empenho ser reconhecido por todos ou ocorrer de forma mais escondida. Seja uma pessoa que não concorda com tudo o que o ambiente lhe sussura aos ouvidos, mas faça aquilo que o Espírito Santo o constranger a fazer.

Você é importante!

“Deus pôde usar um perseguidor como Paulo… Usou um colérico como Martim Lutero e um melancólico como John Wesley… e uma tetraplégica como Joni Eareckson Tada”.[1]

Deus pôde usar uma tetraplégica como Joni Eareckson Tada.

O corpo humano tem muitos órgãos, mas só quando todos eles operam em conjunto é que formam o corpo. O corpo de Cristo também funciona assim. Os crentes devem evitar dois erros muito comuns: (1) ter orgulho de suas capacidades ou (2) achar que não têm nada a oferecer à comunhão dos cristãos. Ao invés de nos compararmos uns com os outros, deveríamos usar os diferentes dons que Deus nos deu para espalhar a boa mensagem do Evangelho… Paulo, ao usar o corpo como analogia, salienta a importância de cada membro da Igreja. Quando uma parte aparentemente sem importância deixa de funcionar, o corpo todo fica menos eficiente. Considerar o próprio dom mais importante que o dom de outro é sinal de orgulho espiritual. Não devemos menosprezar aqueles que parecem menos importantes, e não devemos invejar aqueles que possuem dons mais vistosos. Ao invés disso, deveríamos usar os dons que nos foram dados para animar outros cristãos a também usarem as capacidades que Deus lhes concedeu. Quando não fazemos isso, a comunhão dos crentes é menos eficiente. (comentário da edição alemã da Bíblia “Neues Leben”)

Jovem ou idoso, com mais dons ou menos dons, em público ou nos bastidores: você é importante!

Liçoes que a Cruz de Cristo pode ensinar

Por Renato Vargens ►
Hoje, sexta feira, milhões de pessoas em todo o planeta estão a lembrar da morte de Jesus na Cruz do calvário. As Escrituras afirmam que Cristo carregando a sua própria cruz saiu para o lugar chamado Gólgota, onde foi crucificado. (Jo 19:17-18).
A Cruz é mensagem central da nossa pregação. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos. No entanto, parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O saudoso pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.
Isto posto, gostaria de elencar alguns pressupostos bíblicos e teológicos extremamente importantes sobre a cruz de Cristo:
1- Na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado. Em outras palavras não existe nenhuma maldição que possa prevalecer, amedrontrar ou escravizar aqueles que tiveram um encontro com Cristo. A morte do Jesus foi suficiente para quebrar todo tipo de maldição. Paulo afirma que o Senhor nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Se não bastasse isso, as Escrituras são claras em afirmar que se o Filho nos libertasse verdadeiramente seríamos livres. Portanto assegurar que precisamos quebrar maldições hereditárias, e repreender de nossas vidas espíritos familiares, aponta para um profundo desconhecimento do significado da cruz.
2- O sacrificio de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os eleitos das garras de satanás. Uma pessoa alcançada pelo Senhor não precisa fazer absolutamente nada para se ver livre das ações do cramulhão. Mediante a fé em Jesus e pela maravilhosa graça a nós concedida tornamo-nos livres do diabo. Isto significa dizer que o crente em Jesus não precisa expulsar encostos, fabricar amuletos mágicos, exorcizar espíritos familiares nem tampouco mistificar a fé.
3- A morte de Cristo na Cruz bem como o seu sangue derramado pelos eleitos foi suficiente para a nossa salvação. A cruz nos remete ao fato inexorável de que nada do que façamos pode atenuar a nossa dívida para com Deus. Portanto qualquer sacrificio ou oferta que apresentemos ao Senhor afronta de forma efetiva o nome do Eterno. “Esta consumado”. Essa é a mensagem da cruz! Portanto, não precisamos mais de nenhum sacrifício , a sua Graça nos basta. Aleluia!!
4- A cruz de Cristo aponta para nossa miséria. Ora, A Bíblia nos ensina que independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, nascemos em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)
Prezado amigo, a cruz é o atestado divino que somos pecadores e que somente por Cristo podemos obter perdão de todos nossos pecados. Ouso afirmar que a cruz é o principal simbolo da nossa redenção e salvação e que ao contrário de alguns ensinos neopentecostais que fazem da cruz o instrumento de “divinização” do homem, ela nos mostra o quão carentes, miseráveis e impontentes nós somos.
Louvado seja o Senhor pela morte de Cristo na cruz!
Como bem afirmou John Stott qualquer pessoa que investigue o cristianismo pela primeira vez ficará impressionada pelo destaque extraordinário que os seguidores de Cristo dão a sua morte. No caso de todos os outros grandes líderes espirituais, a morte deles é lamentada como fator determinante do fim de suas carreiras. Não tem importância em si mesma; o que importa é a vida, o ensino e a inspiração do exemplo deles. Com Jesus, no entanto, é o contrário. Seu ensino e exemplo foram, na verdade, incomparáveis; mas, desde o princípio, seus seguidores enfatizaram sua morte. Além disso, quando os evangelhos foram escritos, os quatro autores dedicaram uma quantidade de espaço desproporcional à última semana de vida de Jesus na terra – no caso de Lucas, um quarto; de Mateus e Marcos, cerca de um terço; e de João, quase a metade.
Oh! Quão maravilhosa é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção: “Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar.
Pense nisso!

Uma Igreja que cativa pessoas

Por Pr. Jeremias Pereira da Silva ►

… e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2.47b – Bíblia Almeida Corrigida Fiel)

Igrejas têm distintas personalidades, como as têm os indivíduos. Elas podem ser sóbrias, formais, informais, alegres, ternas, plácidas, fervorosas, barulhentas, “frias”, estressantes, acolhedoras, cativantes. Uma igreja que cativa pessoa, atrai os de fora e mantém os de dentro.
Uma Igreja de personalidade cativante é uma combinação de qualidades. É um processo de construção, não acontece simplesmente!
Os líderes, cativam: O jeitão de uma família reflete a personalidade dos seus líderes. Assim também é na igreja. Portanto, os líderes precisam desenvolver sempre as características dos homens e das mulheres que marcaram a história do povo de Deus: irrepreensíveis, amigos do bem, não violentos, cordatos, hospitaleiros, fieis, cheios de bom senso, bondosos, educados, pacientes, generosos, bíblicos, ungidos.
A espiritualidade, cativa: Uma igreja que cativa as pessoas manifesta o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. É espiritualidade genuína, longe de jargões para impressionar imaturos, frases da “moda do evangeliquês” contemporâneo, regrinhas”, pouca paciência com os outros, língua ferina, crítica e “aquele ar” de “super-crente”. O compromisso com Deus, a fidelidade e a unção do Espírito são notórias nas conversas de corredores, nos cultos públicos e nas reuniões menores. A comunidade é Espíritocêntrica: manifesta uma constante, contínua e profunda dependência do Espírito Santo no seu dia a dia. Espiritualidade aproxima, não afasta as pessoas.
A oportunidade para servir, cativa: Participar de um ministério específico, uma classe de Escola Dominical, uma sociedade interna, grupo de trabalho, ministério de casais, visitação e principalmente os “Grupos de Crescimento”, é significativo para desenvolver relacionamentos profundos, cuidar uns dos outros e fechar as “portas do fundo”. Um grupo pequeno, por si só, não cria intimidade. É preciso entrega, envolvimento. Quem não se envolve, vive sempre só e às vezes, abandonado. Nos pequenos grupos você pode servir, orar pelo outro, levar diante de Deus as lutas, as necessidades, as angústias. Você se torna fonte de consolo e abrigo e recebe o mesmo.
O amor fraternal, cativa: Os sentimento dos membros da igreja uns pelos outros afeta a personalidade da igreja. Pessoas amorosas e amáveis fazem uma congregação amorosa e amável. Ao invés de formalidade e cautela no trato, que se veja aquela luz de amigos queridos que amam uns aos outros. Uma igreja cativante não é a comunhão dos extrovertidos, pois nela, mesmo o tímido, pode desenvolver amizades, sentir-se amado e pertencente à congregação.
O amor fraternal ajuda-nos a curar da solidão, da síndrome da eterna vítima, dos complexos, das rejeições, da incredulidade e mil mazelas emocionais, espirituais, e até mesmo físicas. Como é bom amar e ser amado! É ou não é?!O amor entre os membros da igreja é uma das mais importantes qualificações para a evangelização. Deus deseja que Sua igreja cative mais e mais pessoas, para seguirem a Cristo (Mateus 28. 19,20).
Eu quero pagar o preço para que a  Igreja Presbiteriana em minha cidade possa cativar mais e mais pessoas. E você?

Sugestão de livros

Olá pessoal,

No link abaixo estão disponíveis interessantes dicas de leitura. Acessem:

http://www.internautascristaos.com.br/livros

 

Com as bençãos de Deus,

Equipe EBD

 

Frases de diversos reformadores

FRASES DE DIVERSOS REFORMADORES

Não sei como algumas pessoas, as quais crêem que um Cristão pode cair da graça, conseguem ser felizes.
(Charles H. Spurgeon)

Se alguém achar que a mensagem bíblica é irrelevante, e for com essa opinião para o túmulo, um dia irá descobrir que não existia nenhuma outra coisa que fosse mais relevante.
(Lloyd-Jones)

“A Escritura indica em várias passagens a base para a responsabilidade: não é o livre-arbítrio… o conhecimento é a base da responsabilidade”.

(Gordon Clark) 
“O Senhor Jesus Cristo não leva para o céu ninguém que Ele não tenha santificado na terra”
(John Owen)

A antiga verdade que Calvino, Agostinho e o apóstolo Paulo pregaram é a verdade que eu também devo pregar hoje; do contrário deixaria de ser fiel à minha consciência e ao meu Deus.
(Charles H. Spurgeon)

“Nas Escrituras, cada florzinha é uma campina”.
(Martinho Lutero)

“O cristianismo não é meramente um programa de conduta; é o poder de uma nova vida”
(Warfield)
“Doutrina sem dever é uma árvore sem frutos; dever sem doutrina é uma árvore sem raízes”

(Chambers)

Onde seriedade e reverência são encontradas em conjunto, a adoração oferecida é bastante agradável a Deus.
(John Stott)

“Não sei por quais caminhos Deus me conduz, mas conheço bem meu guia”.
(Martinho Lutero)

“Ai de nós! Nosso coração é nosso maior inimigo”
(Charles H. Spurgeon)

“A inclinação constante do coração dos crentes é para o bem, para Deus, para a santidade, para a obediência” (John Owen) 
“Cada obra de Deus serve para mostrar Sua glória e realçar a grandeza de Sua majestade”.
(John Gill)

“Nós apenas aprendemos a nos comportar na presença de Deus e, se a consciência dessa presença enfraquece, a humanidade tende a divertir-se com isso”
(C. S. Lewis)

Mesmo que a pessoa esteja presa ao leito, não significa que será inútil, poderá orar.
(Lloyd-Jones)

“Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele o desespero, mas não a capacidade de arrepender-se”
(Charles H. Spurgeon)

“Uma boa consciência é o palácio de Cristo, templo do Espírito Santo, paraíso do deleite, descanso permanente dos santos”
(Agostinho)

“Os principais perigos para a mente do cristão são a depressão e o desânimo”
(John Stott)

“Em quarenta anos nunca passei quinze minutos acordado sem pensar em Jesus”
(Charles H. Spurgeon)

Devemos ter conhecimento com amor, sem amor e só com conhecimento tornamo-nos obstinados e orgulhosos.
(Lloyd-Jones)

“Da mesma forma como vamos até o berço tão-somente para encontrar um bebê, também recorremos às Escrituras apenas para encontrar Cristo”.
(Martinho Lutero)

“As Escrituras não foram dadas para aumentar nosso conhecimento, mas para mudar nossa vida”
(D. L. Moody)

“Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade”
(Charles H. Spurgeon) 

Pleno poder em nossas Fraquezas

Por  J. I. Packer

O Poder de Deus se Revela de Forma Muito Mais Plena nas Fraquezas Humanas

 Existem muitos tipos de fraquezas. Há a fraqueza física do deficiente físico; há a fraqueza de caráter da pessoa que age enganosamente ou em vícios; há a fraqueza intelectual da pessoa com capacidades limitadas; há a fraqueza resultante da exaustão, depressão, pressão, marcas e sobrecargas emocionais. Deus santifica todas estas formas de fraquezas ao capacitar o fraco para que seja mais forte (mais paciente, relacionai, afetuoso, tranqüilo, alegre e equilibrado) do que parecia ser possível diante das circunstâncias. Este é uma demonstração do seu poder que ele tem prazer em dar.

Paulo declara este princípio nas palavras a seguir: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida” (2Co 4.7-12). Em um mundo como o nosso, dominado pelo egocentrismo, comodismo e orientado à busca do prazer, as palavras do apóstolo soam dissonantes e brutais. Mas elas conduzem, no entanto, o verdadeiro sentido de um ditado popular muito conhecido e respeitado que diz: “O extremo humano é a oportunidade de Deus”. Oportunidade para quê? – para mostrar o seu poder, o poder de sua graça, agora manifestado para o louvor de sua glória.

Ser fraco, ou sentir-se fraco, não é em si algo engraçado, nem pode ser uma condição do que o mundo veria como a máxima eficiência. É possível que se espere que Deus use o seu poder para eliminar essa fraqueza da vida dos seus servos. Entretanto, o que ele, de fato, repetidamente faz é conduzir os seus servos às maravilhas não fixas – às vezes, sem dúvida, no sentido físico, maravilhas imobilizadas – de sabedoria, amor e ajuda aos outros, apesar de suas limitações. É desta maneira que o amor mostra o seu poder. Esta é uma verdade vital que deve ser aprendida.

O próprio Paulo aprendeu toda esta lição pelo seu relacionamento com os cristãos de Corinto. Paulo não era um homem de meia medida ou de relacionamentos mornos. Ele era, naturalmente, uma “bola de fogo”, como dissemos, dominador, combativo, brilhante e apaixonado. Consciente de sua autoridade apostólica e bem certo de que seu ensino era definitivo e saudável, ele se envolveu completamente na tarefa de discipular os seus convertidos. Ele sentia e expressava grande afeição por eles, porque eram de Cristo, e, naturalmente, esperava, não somente obediência, mas também afeição da parte deles.

No entanto, no caso dos coríntios, a obediência não era praticada, nem a afeição era muito sentida. Isto aconteceu, em parte, pelo fato de Paulo não ter alcançado as expectativas intelectuais deles (como Paulo ilustra em suas duas cartas), levando-o, então, a ser desrespeitado. Paulo, na verdade, não os tinha impressionado como mestre. Aconteceu também, pelo fato de outros mestres, cuja argumentação filosófica os tinha impressionado, terem conquistado o respeito e a lealdade deles. Por fim, isto também aconteceu pelo fato de os coríntios terem adotado uma visão triunfalista da vida espiritual, que valorizava o falar em línguas e o exibicionismo, em detrimento do amor, humildade e justiça. Eles entendiam que o cristão era uma pessoa liberta por Cristo para fazer qualquer coisa que desejasse, sem consideração alguma pelas conseqüências. Eles viam o apóstolo Paulo como uma pessoa “fraca” – cuja presença e discurso não impressionavam (2Co 10.10) e, possivelmente, equivocado em questões doutrinárias e morais. Eles eram muito críticos do estilo pessoal e atitudes de Paulo.

Qualquer pessoa que estivesse na posição de Paulo sentiria a mesma dor que ele sentiu. Ao lermos suas cartas aos Coríntios, podemos perceber suas expressões de amor angustiado e suas manifestações de dor, ira, desapontamento, frustração e sarcasmo. Tudo isto foi muito difícil para ele. Entretanto, sua resposta foi magnífica. Ele assumiu a sua fraqueza – não a fraqueza de ministério que os coríntios alegavam, mas a de um corpo enfermo, da função de servo e de um coração ferido – como seu chamado na terra. Ele diz: “Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza” (2Co 11.30). “De tal coisa me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas” (2Co 12.5). E, então, anunciou para o mundo:

E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. (2Co 12.7-10)

Que espinho ele tinha? Não sabemos. Mas deve ter sido um defeito pessoal, algum mal funcionamento de sua estrutura, ou ele não teria dito que o mesmo se encontrava na sua “carne” (no sentido de sua natureza humana criada). E tal experiência deve ter sido muito dolorosa, ou ele não a teria chamado de “espinho”.

Qual o propósito deste “espinho” (dado por Deus, na providência)? Ele foi dado para disciplina, como o próprio apóstolo reconheceu, para mantê-lo humilde – o que não é uma tarefa fácil quando o homem tem um ego imenso como o de Paulo.

Em que sentido esse espinho era um mensageiro de Satanás? Ele despertou pensamentos de ressentimento para com Deus, autocomiseração e desespero em relação ao futuro de seu próprio ministério – o tipo de pensamento que Satanás é especialista em instigar dentro de todos nós. Qualquer coisa que induza a este pensamento torna-se um mensageiro de Satanás para a nossa alma.

Por que Paulo ora especificamente ao Senhor Jesus sobre seu espinho? Porque Jesus era o curador, que havia realizado muitas curas milagrosas enquanto homem e algumas por intermédio de Paulo durante os anos do seu ministério missionário (At 14.3,8-10; 19.11). Agora, ele necessitava do poder curador de Jesus para si mesmo, o que buscou em três ocasiões diferentes.

Por que ele não recebeu a cura? Certamente que não foi por falta de um coração puro e de uma oração sincera por parte de Paulo, nem por faltar poder em Jesus para executar o milagre, mas porque o Salvador tinha algo melhor para o seu servo (Deus sempre se reserva no direito de nos responder nossos pedidos de uma maneira melhor do que pedimos). Podemos, em outras palavras, expressar a resposta de Jesus à oração de Paulo da maneira seguinte: “Paulo, eu vou lhe dizer o que pretendo fazer. Mostrarei o meu poder nas suas fraquezas, de tal maneira que as coisas que lhe perturbam o fim ou ineficiência do seu ministério e a perda de sua credibilidade e utilidade – não ocorrerão. Seu ministério continuará no mesmo poder e força de antes, embora a fraqueza seja maior. Este espinho permanecerá na sua carne por toda a sua vida. Mas, apesar de esta condição de fraqueza, meu poder será aperfeiçoado. Ficará mais claro do que nunca que sou eu quem o sustenta”. A implicação era que, por meio de sua experiência, Paulo seria mais abençoado pessoalmente. Seria um ministério ainda mais enriquecido e glorificaria ainda mais a Cristo do que se a cura imediata tivesse acontecido.

O que devemos aprender com as reações de Paulo? Ele claramente entendeu e aceitou o que Cristo lhe tinha comunicado ao responder à sua oração. Ele viu a resposta divina como a definição de sua própria vocação. E natural que imagine¬mos que uma das razões para ele ter narrado sua experiência com tantos detalhes foi a de que seria usado como modelo para muitos outros cristãos. Sua experiência é, certamente, um modelo que, freqüentemente, na nossa vida diária, somos chamados a imitar.

O padrão aqui é que o Senhor primeiramente nos conscientiza das nossas fraquezas para que clamemos, do fundo do nosso coração: “eu não agüento isto”. Nós nos voltamos para o Senhor e lhe pedimos para retirar da nossa vida o jugo que sentimos estar nos pressionando. Mas Cristo diz: “Com o meu poder, você pode suportar isto, e, em resposta à sua oração, irei fortalecê-lo”. Assim, ao final, o nosso testemunho será como o de Paulo, quando disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13); “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças” (2Tm 4.17). E nos surpreendemos dizendo: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Porque assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grade medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2Co 1.3-5).

Por “conforto”, Paulo quer dizer o encorajamento que revigora, e não o relaxamento que enerva. E neste sentido que nos alegramos em testemunhar o con¬forto divino. Nós nos achamos vivendo (se é que posso colocar desta forma) em termos batismais, com a ressurreição dos mortos tornando-se a forma comum de nossa experiência. E, com uma iluminação sempre crescente, entendemos que esta é a expressão mais completa e profunda de uma vida cristã cheia de poder.

Parece, então, que o ser cheio do poder de Deus, de tal maneira que possamos nos fortalecer ainda mais em Cristo, nada tem a ver, necessariamente, com obras majestosas e bem-sucedidas, de acordo com os padrões humanos, pois somente Deus pode decidir a respeito da validade eterna do que fazemos. Tem tudo a ver, no entanto, com o reconhecimento e sentimento de nossa fraqueza. Neste sentido, somente crescemos em força, se crescermos em fraqueza. O significado que o mundo dá ao conceito de força (de caráter, mente e vontade) indica uma habilidade natural para pressionar sempre para a frente, sempre focalizado e nunca desencorajado, na busca do seu alvo. A força ou poder dado por Deus, por outro lado, é uma questão de estar capacitado pelo próprio Cristo, por intermédio do Espírito, para manter-se em:

•        santidade pessoal diante de Deus;

•        comunhão pessoal com Deus;

•        serviço pessoal a Deus; e

•        ação pessoal para Deus.

Neste entendimento, o cristão se mantém firme, não importando o quanto se sinta fraco. Ele se mantém firme mesmo em situações nas quais se exige dele mais do que pode dar, só porque confia que tal situação acontece de acordo com o que Deus deseja. Ele descobre que o fortalecimento divino só começa quando a pessoa encara, sente e admite a insuficiência de suas próprias forças.

Portanto, o caminho do poder é a dependência humilde de Deus para que ele canalize seu poder até às profundezas do nosso ser e, assim, nos faça e mantenha fiéis ao nosso chamado de santidade e serviço. Dependemos dele para canalizar o seu poder por nosso intermédio, visando alcançar as outras pessoas em seus pontos de necessidade. A maior armadilha do poder é a autoconfiança e falta de percepção para ver que, sem Cristo, nada podemos fazer que seja espiritualmente significativo em termos de atividade energética, embora possamos fazer muitas coisas em termos quantitativos. O princípio do poder – o cenário do poder de Deus – é que a força divina é aperfeiçoada na fraqueza humana consciente. As perversões do poder levam-nos a imaginar que o poder de Deus é algo que possuímos e controlamos, ou que podemos pedir-lhe que nos encha de poder para a obra, mesmo quando não lhe pedimos para nos dar poder a fim de que vivamos uma vida de santidade. Tais perversões de entendimento são, no entanto, completamente erradas.

Se eu pudesse relembrar, a cada dia da minha vida, que só cresço em força, quando cresço em fraqueza; se eu pudesse aceitar que as frustrações, obstáculos e acidentes do meu dia-a-dia são maneiras que Deus usa para levar-me a reconhecer minhas fraquezas; então, o crescimento em poder se tornaria uma possibilidade para mim, desde que eu não traísse a mim mesmo ao passar a confiar em mim mesmo – no meu conhecimento, habilidade, posição, retórica, e assim por diante – na maior parte do tempo, que diferença isto faria para mim!

Fico a me perguntar quantas outras pessoas, além de mim mesmo, precisam se concentrar em aprender estas lições? Se você leu o livro até este ponto, peço que faça uma pausa e perguntar a si mesmo o quanto estas verdades estão firmemente estabelecidas em seu coração. Elas precisam estar ancoradas ali com muita firmeza de fato, e temo que, no coração de muitos cristãos de hoje, elas não estejam. Que Deus, em sua grande misericórdia, enfraqueça todos nós!